O silêncio de Ennio Morricone, lenda da história da música no cinema…

As músicas ainda ecoam nos ouvidos de cinéfilos do mundo inteiro. Quem ia ao cinema às tardes ou às noites de domingo, principalmente, ainda se arrepia quando ouve o som de Morricone.

Suas composições, sem fronteiras intelectuais entre o erudito e o popular, são uma espécie de portal para reviver as emoções que as películas por ele sonorizadas geravam nos espectadores.

Hoje, Morricone caiu, fraturou o fêmur e foi hospitalizado em uma clínica em Roma. E lá mesmo se despediu calmamente da vida, aos 91 anos, como relatou o advogado da família Giorgio Assuma em comunicado: “… Em 6 de julho, consolado pela fé”, totalmente lúcido e com grande dignidade até o último momento”.

Ennio Morricone teve unânime reconhecimento, todos os títulos, todas as conquistas e honrarias profissionais em vida, mas, de tudo, o que fica é a indefinível magia do som de suas composições, que mesmo agora no seu silêncio ainda ecoa e emociona.

Mais conhecido pela campanha «I love NY», Milton Glaser foi um dos maiores gênios das artes gráficas…

Falecido hoje (27/06), aos 91 anos, Milton Glaser foi um dos maiores gênios de toda a história das artes gráficas. Embora fosse mais conhecido pela criação da campanha «I love NY», o artista multifacetado e de diversos estilos era um criador compulsivo que produziu as mais belas e instigantes páginas do design no mundo, o que influenciou fortemente toda uma geração de ilustradores e art directors….

Registro

Em homenagem ao mesmo, com edição do editor desta página, aqui se reproduz abaixo o registro da Tipógrafos sobre este gênio:…

Biografia

Glaser estudou na Cooper Union entre 1948 e 1951 e continuou sua formação na Academia de Belas Artes de Bolonha com o pintor Giorgio Morandi.

Em 1954, Glaser, junto com Reyonld Ruffins, Seymour Chwast e Edward Sorel, fundaram os Pushpin Studios.

Durante vinte anos, Glaser e Chwast dirigiram o Push Pin, uma referência que guiava o mundo design gráfico. Em 1974 Glaser montou o seu próprio escritório.

Fez posters, revistas, design de jornais, design de interiores, logotipos, discos, ilustrações para revista e jornal, tipografia, desenhos, aquarelas, material impresso, brinquedos.

Seymour Chwast e Glaser

Seu trabalho é fortemente caracterizado por ilustrações feitas à mão, tendo um estilo muito eclético. A sua arte foi mais ornamentada e virtuosa no início, mas passou em seguida para uma concepção mais redutiva, simples, forte e direta, um reflexo da sua maturidade.

Ao longo da sua carreira, Glaser teve um grande impacto na ilustração e design gráfico contemporâneo. Foi a grande figura de referência para os designers da sua geração. Hoje, já quase ninguém o conhecia…

Com o distanciamento que hoje é possível, pode-se fazer uma avaliação crítica da enorme produção gráfica de Glaser: uma série de obras excelentes misturam-se com produções de baixa qualidade, onde o kitsch e o facilismo dominam.

Este desnível se deve-se ao fato de Glaser ter tido uma abordagem muito eclética no seu trabalho, constantemente variando de estilos e de atitudes…

No Brasil, em 1995, a empresa de design WBMG, de Walter Bernard & Milton Glaser, foi contratada para a reformulação gráfica do jornal O Globo.

Push Pin Style

O Push Pin Style tornou-se uma referência do design gráfico. Nos anos 60, o estéril Estilo Internacional suiço, muitas vezes limitador e elitista, dominava o mercado do design gráfico.

O Push Pin Style não se prendia apenas ao que era considerado o ‘bom design’: com um estilo excêntrico, muitas vezes se inspirava na estética do século XIX e nas tendências da cultura pop.

Criou uma linguagem contemporânea, um design pós-moderno. No Push Pin foram projetados capas de disco, livros, cartazes, identidades visuais, tipografias originais e revistas.

Aforismos

Glaser deixou algumas sugestões e dicas que podem ser muito úteis para todos os profissionais da área de criação:…

1. Menos não é necessariamente mais. Existem trabalhos que só ganham o verdadeiro impacto pelo trabalho que deram.

2. Não se deve confiar num estilo único. A realidade muda, e os estilos devem adaptar-se. Um estilo pode ser muito funcional em um momento, ou durante algumas décadas, mas pode vir por água abaixo após um tempo.

3. Você só deve trabalhar para quem gosta. Todo trabalho realmente significativo surgiu de um relacionamento afetivo com o cliente. Compartilhar de informações em comum e gerar um laço afetivo torna o trabalho mais completo, estimulante, eficiente.

4. Algumas pessoas são tóxicas. Mantenha distância. Observe quais as pessoas lhe sugam ou renovam as energias, quais agregam e quais não acrescentam nada à sua vida.

5. Profissionalismo não é suficiente. Profissionais tendem a repetir o sucesso quando acertam. Isso significa reduzir a margem de risco. Porém, uma das coisas mais necessárias no nosso campo é transgredir, e correr o risco de apresentar algo novo, aceitar a possibilidade de falhar ou ouvir alguns ‘nãos’.

6. A dúvida é melhor que certeza. Quando você tiver certeza de qualquer coisa na sua vida, fique preocupado. A dúvida é o caminho para a evolução.

7. Não se feche em poucas referências. Devemos ser persistentes e consistentes e, principalmente, compreender as ideias a fundo e a amplitude e correlações entre elas: ‘A riqueza do entendimento vem da profunda ideia histórica e filosófica’… Com edição desta página e toda referência à Tipógrafos.

Igreja Matriz faz homenagem à professora Inês Aguiar, falecida ontem…

“A Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José se solidariza com a família de Inês Aguiar pelo seu falecimento. D. Inês colaborou de forma muito ativa na organização da Igreja Matriz por quase 50 anos, ela também pertencia ao primeiro grupo de Ministros Extraordinários da Comunhão de nossa paróquia, sendo instituída para esse ministério leigo no final dos anos de 1980, além de ter sido catequista e, por muitos anos, membro do Caminho Neocatecumenal.

Tinha como marca pessoal o zelo pela Igreja e com suas habilidades manuais sempre ornou a Igreja Matriz da Conceição e São José com os mais belos arranjos florais, encantando os olhos de todos os fiéis que adentravam naquele templo secular.

Foi, sem sombra de dúvidas, uma das muitas colunas importantes que sustentou, com grande abnegação, o trabalho pastoral em nossa paróquia desde os anos de 1970, coincidindo com o período do paroquiato de Mons. José Mendes Filho, de quem foi uma fiel paroquiana, até há bem poucos anos atrás, quando, por causa da saúde debilitada, deixou de fazer aquilo que durante toda a sua vida fez com grande espírito de fé e generosidade, isto é, servir. Hoje, queremos agradecer a D. Inês pela sua doação à nossa paróquia e pedimos ao Deus da vida que a acolha nos  seus braços e lhe conceda o descanso eterno!”

Nota do amigo Gedeon

Dia 18 de maio foi nosso último contato, nos cumprimentamos, como fazíamos todos os anos, pela passagem de nossos aniversários.

Conheci Zé Gentil ainda jovem, como amigo de meu pai, seu colega vereador em Caxias, de onde partiu para quatro mandatos de deputado estadual, sempre exercendo com desvelo e seriedade.

Deixa um legado de amor a Caxias e uma enorme saudade naqueles que o conheceram ou conviveram com ele.

Que Deus, na sua infinita bondade, o receba e console, principalmente à sua família e aos caxienses.

Dizem os poetas “que a saudade é a certeza de que existe em nossa memória algo que amamos, onde alguém se foi e continua sendo amado. Aquilo que a memória guarda como bom se torna eterno, e a gente só sente saudade daquilo que foi bom” – Jamil Gedeon.