Na maioria, Fábio Gentil só controla partidos nanicos em Caxias…

Fazendo um comparativo com a postagem anterior, na qual realcei o naipe de partidos políticos hoje nas mãos da família Marinho em Caxias (reveja aqui), o oposto ocorre com prefeito Fábio Gentil, que, atualmente, só controla pequenos partidos (reveja aqui)…

Siglas nanicas

…Só para se ter uma ideia, os mais fortes são o PV, Republicanos e PMN. Os demais não rendem quase nada em termos de tempo de propaganda político-partidária… Todas são siglas nanicas!

Paulo Marinho Júnior apela e roga para quem quer sair candidato que se filie ao PL…

Bateu o desespero em que tem planos para 2020…

Trindade familiar

…Assim como o prefeito Fábio Gentil (Republicanos) vem usando todas as fichas do poder para aliciar aliados, por sua vez, a ‘trindade’ familiar Marinho faz o que pode para também cooptar aliados…

Trindade familiar II

…Para se ter uma ideia, vale realçar que o grupo Marinho, neste momento, já controla o PSDB, PSB, PL e PP, o maior naipe de agremiações políticas com grande tempo de televisão e rádio para usar na campanha eleitoral de 2020 em Caxias!

Dá para imaginar o drama do prefeito quando pensa na hipótese de Paulo Marinho Júnior romper com o clã Gentil…

Dá para imaginar o drama que passa na cabeça do prefeito Fábio Gentil (PRB) ante a hipótese de que Paulo Marinho Júnior (PL) venha a romper com ele mais adiante…

Posse do espólio

…A questão não seria tanto a família Marinho, em si, em seu conjunto, mas o potencial eleitoral de hoje do primogênito do clã, que, aos poucos, acabou se apossando do espólio político do grupo, como era na verdade previsível…

Patamar sofrível

…Fábio Gentil sabe que se perder o apoio de PMJ ou se este vier a sair candidato a prefeito em 2020 as chances de ele, ‘Cabeludo’, conseguir se reeleger vão ao um patamar sofrível…

Seguidos erros

…Daí os seguidos erros políticos que FG tem cometido desde que a ameaça Adelmo Soares (PCdoB) se colocou em seu caminho… O prefeito vem agindo de forma atabalhoada e mostrando uma desestabilidade emocional surpreendente…

Coca-cola

…Não é nem que Soares seja essa ‘coca-cola’ toda, a questão é que não havia mais ninguém no jogo que pudesse contar com o apoio da família Coutinho, a qual, apesar dos reveses, ainda é a segunda força político-eleitoral na Princesa do Sertão!

A intenção seria a de entregar a Secretaria Municipal da Mulher de Caxias aos Marinho: para Márcia Marinho…

Quer dizer, isso se as previsões das fontes do editor da página estiverem certas…

Evitar o voo

…As referidas fontes, com acesso ao núcleo duro palaciano, confidenciam que a escolha da ex-prefeita Márcia Marinho para ocupar a pasta faria parte da estratégia do prefeito Fábio Gentil (PRB) no sentido de evitar que o vice-prefeito Paulo Marinho Júnior também voe, arribe, do ninho governista, tal como fez o deputado estadual Adelmo Soares…

Amolecer o coração

…Escaldado desde a ruptura unilateral de Soares, ‘Cabeludo’ tem feito de tudo para agradar PMJ e, no caso, a entrega da pasta à sua mãe, no entendimento do prefeito, faria o coração do primogênito dos Marinho amolecer o suficiente para o mesmo desistir de quaisquer tentações na direção de um rompimento com o governo!

Caxias: Grupo Coutinho ainda é poderoso, mas, sem um líder forte, corre o risco de cair na desagregação…

Sem a liderança de Humberto Coutinho, Cleide Coutinho tem dificuldade para manter aliados como Rubens Pereira

Por Repórter Tempo

O anúncio feito na semana passada pelo ex-prefeito de Matões e ex-deputado estadual Rubens Pereira informando que tomará outro rumo, ou seja, não apoiará a candidatura do prefeito Ferdinando Coutinho (PSB) à reeleição na eleição de outubro, confirma o que já vinha sendo previsto nos bastidores mais fechados e nos círculos mais ativos da política estadual: a desagregação do poderoso grupo político criado pelo ex-prefeito de ex-deputado estadual Humberto Coutinho (PDT), falecido no início de 2018, quando exercia o segundo mandato de presidente da Assembleia Legislativa.

O afastamento de Rubens Pereira se dá num momento em que o Grupo Coutinho, hoje comandado pela viúva de Humberto Coutinho, deputada estadual Cleide Coutinho (PDT), estremece numa desgastante e perigosa guerra interna por conta da indefinição sobre quem vai representá-lo na corrida sucessória em Caxias, o epicentro do seu poder, evidenciando uma desidratação que vem consumindo suas forças desde a partida do seu grande líder.

Ao longo de mais de três décadas, período em que foi cinco vezes deputado estadual – duas vezes presidente da Assembleia Legislativa, tendo, numa delas, sido governador por 72 horas – e duas vezes prefeito de Caxias, liderando uma guerra política cerrada, intensa e sem concessões contra o poder ascendente do também deputado estadual, deputado federal e prefeito Paulo Marinho (MDB), Humberto Coutinho acumulou um enorme cacife político, com habilidade, carisma e uma surpreendente capacidade de articulação.

Humberto Coutinho montou em Caxias e Matões pilares sólidos da sua malha de poder, que exerceu praticando e aprimorando a sua versão ímpar de fazer política: conversa franca, acordos bem amarrados e rigorosamente cumpridos e compensações materializadas nos resultados das urnas.

Durante todo o seu período de ação política, Humberto Coutinho se notabilizou por movimentos arrojados, como o rompimento com o Grupo Sarney – feito a contragosto devido à opção dos líderes sarneysistas por uma aliança com Paulo Marinho -, o apoio ao governador José Reinaldo no rompimento desse com o sarneysismo em 2004, e às candidaturas de Flávio Dino (PCdoB) para deputado federal e de Jackson Lago (PDT) ao Governo em 2006.

Humberto Coutinho tentou criar seu sucessor elegendo o sobrinho Leo Coutinho prefeito em 2012. Mas derrota dele ao tentar se reeleger numa disputa com o vereador Fábio Gentil (PRB) em 2016 foi um duro e inesperado golpe no poder de fogo de Humberto Coutinho, que se encontrava no auge do seu poder como o principal esteio político do governador Flávio Dino.

Os meses que se seguiram à derrota fragilizaram o Grupo e a saúde do líder, que acabou vencido por um câncer no início de 2018. Sem a sua liderança forte e incontestável e sem um sucessor devidamente preparado, o Grupo por ele criado teve seu comando assumido pela viúva Cleide Coutinho, que mostrou força ao se eleger deputada estadual com a segunda maior votação.

Os primeiros movimentos para as eleições municipais, em 2019, porém, sinalizaram com clareza que, sem a liderança e o comando firme de Humberto Coutinho, o Grupo dificilmente se manteria unido. Tanto que o ano terminou sem que tivesse definido um candidato ou negociado uma aliança em torna de um nome para enfrentar o prefeito Fábio Gentil.

O afastamento de Rubens Pereira poderá impor ao Grupo Coutinho a perda do comando político de Matões, o que será mais um golpe duro no legado político de Humberto Coutinho. Por maior que sejam a sua boa vontade, o seu prestígio e o apoio de aliados decisivos – como o governador Flávio Dino, por exemplo, que tentou, em vão, costurar uma grande aliança unindo os Coutinho com os Gentil -, a deputada Cleide Coutinho dificilmente terá força e ânimo para manter o grupo unido. Além das divergências internas e, contribuem para isso o fortalecimento visível e crescente do prefeito Fábio Gentil, a aliança por ele mantida com Paulo Marinho e o surgimento de lideranças novas, como o deputado Adelmo Soares (PCdoB), que vai aos poucos ocupando seu espaço na seara política da Princesa do Sertão.

Esse cenário em evolução não aponta para a desagregação imediata do Grupo Coutinho, mas se as suas correntes não demonstrarem rapidamente que podem estancar o desgaste com a escolha de uma nova liderança, o desmanche será apenas uma questão de tempo.