Renúncia de Paulo Marinho Júnior foi um ato político chinfrim que ninguém entendeu…

Na sessão da Câmara de hoje (11/5) foi lido, em plenário, o pedido de Paulo Marinho Júnior de renúncia ao cargo de vice-prefeito do município de Caxias MA

Na sessão da Câmara de hoje (11/5) foi lido, em plenário, o pedido de Paulo Marinho Júnior de renúncia ao cargo de vice-prefeito do município de Caxias MA. Veja no vídeo abaixo.

Antes, o mesmo Paulo Marinho Júnior enviara à Casa legislativa o pedido de licença do cargo por 120 dias (dado entrada no dia 18 de abril de 2022, sem vencimento, para tratar de interesses particulares), o qual foi solenemente ignorado pelos vereadores governistas, pois esses, ao invés de analisar o pedido de licença, concomitantemente, deram logo início à abertura de uma comissão processante (CPI) para cassar o mandato do ainda então vice-prefeito. Reveja matéria sobre o caso aqui.

Entre seus argumentos para renunciar ao mandato de vice-prefeito, o agora deputado federal PMJ alega: “Por meio de órgão de imprensa, tomei conhecimento de que, ao invés de analisar meu pedido de licença, a Casa Legislativa determinou a abertura de um procedimento de apuração de suposto ‘acúmulo de mandatos’ (…)” e que tomou “conhecimento de que as ações da Câmara Municipal teriam por finalidade a criação de situações políticas e jurídicas com o objetivo de prejudicar minha possível campanha a deputado federal no pleito que se avizinha”, o que beneficiaria a filha do prefeito e pré-candidata a deputada federal Amanda Gentil.

Prossegue PMJ afirmando: “Não me calarei perante tais absurdos e ilegalidades, levando tais fatos ao conhecimento das autoridades competentes”.

Na verdade, ninguém entendeu o ato de renúncia de Paulo Marinho Júnior, nem seus aliados nem seus próprios adversários, embora os últimos estejam rindo até agora com as paredes, pois era tudo mesmo o que eles queriam, principalmente o prefeito Fábio Gentil, o presidente da Câmara, Teódulo Aragão, e o mais fiel escudeiro dos dois, o vereador Mário Assunção.

Veja no vídeo:

10 respostas para “Renúncia de Paulo Marinho Júnior foi um ato político chinfrim que ninguém entendeu…”

  1. Se a Câmara de Vereadores não cassar PMJ, os vereadores cometem crime de prevaricação. A conduta dele foi e é inconstitucional.
    Isso foi dito aqui pelo Chico Bento.
    Esperteza demais, às vezes, envenena o dono.

    1. Escrevi por cá:

      CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
      Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:
      II – desde a posse:
      d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.

      Ou seja, surreal foi ele assumir o cargo de deputado sendo vice.
      A Câmara deve continuar o processo…

      1. O pior: mandou o pedido e já assumiu, sem esperar a decisão da Câmara. Ou seja, assumiu o cargo de deputado SENDO vice-prefeito. Se chover cangalhas….

  2. Renunciou porque sabe que os vereadores iriam cassá-lo e torná-lo inelegível, o que o impediria de disputar a eleição de deputado em 2022 e de prefeito em 2024. Por isso pediu na carta que a Justiça Eleitoral fosse informada pela Câmara da sua renúncia. Simples assim.

  3. Foram essas pessoas que elegemos para representar o povo caxiense? Belos representantes, esses têm que ser aplaudidos de pé 👏👏, enquanto a cidade está uma calamidade pública nossos gestores renunciando, resquícios de briguinha de galinheiro…

    1. Despreparados tb são a maioria que senta ali pra cuidar dos seus interesses ou se locupletar! Muitos vivendo da política há décadas!

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