Fome de anteontem?!

Feijoada das boas

Ontem, quarta-feira 11, por volta das 10 da noite, um grupo de integrantes da tropa governista no Legislativo da Princesa do Sertão e outros aliados palacianos avaliavam, com ar severo, muito sérios: “Pessoal, o negócio agora é saber como a gente vai colocar mais água na feijoada, pois ‘Ogênio’ e ‘Iron’ vêm aí com fome de anteontem!”…

A conversa corria solta na turma que tratava da pretensa aliança Gentil & Coutinho!… Não deu para entender direito a analogia, mas, enfim, hoje é realmente muito difícil compreender a lógica política!!!!

Novos boatos sobre aliança entre Gentil e Coutinho

Aliança Gentil & Coutinho

Recomeçam nos bastidores caxienses os boatos sobre uma pretensa aliança entre a família Gentil e a família Coutinho. Tem gente dizendo que a coisa já estaria a caminho… O assunto voltou às coxias do fim da semana passada para cá.

Fontes governistas e oposicionistas, porém, dizem que a iniciativa seria mais da parte do empresário Eugênio Coutinho e do ex-presidente da Câmara Ironaldo Alencar do que dos demais integrantes do clã Coutinho.As mesmas fontes, por sinal, apontam que a insistência de Eugênio e de Ironaldo para que o acordo político aconteça estaria causando um sério mal-estar interno no grupo de ex-governantes locais!

Luta intestina

Após o embate que varou a madrugada de domingo e só terminou na tarde de segunda-feira, com direito a passagem pela 1ª DP de Caxias, o resultado do PED petista ficou assim: Lays Polyane com 547 votos; Tom do PT com 435; e Chico Sousa com 52. Mais de mil militantes compareceram às urnas, algo raro, o que deu uma mostra do tamanho do acirramento entre as correntes da sigla no município.

A vencedora no pleito contou com o apoio da maior parte da chamada turma da velha guarda petista local. A eleição foi embiocando para a briga já no domingo, quando Ney Jefferson, candidato a presidente, teve a candidatura impugnada por Chico Sousa e o colega Tom do PT assumiu seu lugar na chapa.Como para a chefia do partido prevalece a divisão do peso da votação obtida reciprocamente pelas chapas concorrentes, no caso, os percentuais das chapas rivais ficaram assim: para a de Lays Polyane, 52% da diretoria; Tom do PT, 44%; e Chico Sousa, 4%.

Cooptações



Fábio Gentil

O prefeito de Caxias, Fábio Gentil (PRB), continua jogando pesado no objetivo de cooptar políticos de oposição no município maranhense. Amparado no poder da ‘Viúva’ local, o gestor visa anular todo e qualquer projeto eleitoral de seus adversários através do Palácio da Cidade, cujos grilhões de influência se estendem a todos os rincões da cidade e da área rural… Como já tem nas mãos 16 dos 19 vereadores locais, a ideia agora é ‘matar’, na geral, as ações dos rivais que ainda cutucam minimamente seus calcanhares na Princesa do Sertão.



Mea-culpa?

O recuo do juiz Sidarta Gautama, que revogou seis de suas 17 liminares dadas a alunos de universidades particulares do país e a outros que estudavam no exterior, ao invés de frear, aumentou o frêmito de pais e de estudantes que entraram no curso de Medicina do Cesc/Uema pela via legítima do concorrido vestibular da instituição maranhense.

Sidarta Gautama

A espécie de ‘mea-culpa’ do magistrado, embora o mesmo não reconheça como tal, inflamou mais ainda os ânimos acadêmicos no Morro do Alecrim. Em público e nos bastidores, agora, a gritaria dos que se consideram prejudicados é ouvida em todos os cantos de Caxias e região. E quem perdeu o bonde nessa intrigante história foi a classe política tupiniquim, pois seus integrantes simplesmente calaram ante a polêmica. Ninguém deu um pio, nem para acusar ou para defender. A categoria ficou em cima do muro com olhos e ouvidos fechados. Um erro que repercute no município e em todo o leste estadual. Como é natural na concepção tradicional dos políticos, a omissão no caso logo seria esquecida. Talvez, pois é fato que as pessoas têm memória curta. Mas hoje há controvérsia nesse arcaico entendimento, pois a internet está aí para reavivar tudo num instante.De qualquer forma, comprove-se o valor da tribuna parlamentar: não fosse um deputado da Assembleia botar a boca no trombone da Casa o assunto ainda estaria debaixo do tapete jurisdicional e tudo seguiria como se as liminares fossem as coisas mais naturais na rotina educacional do Cesc/Uema. A boca no trombone, portanto, foi o que atirou todo o quiproquó no ventilador.

Assunto Cesc/Uema

O assunto da transferência, via liminares judiciais, de alunos de faculdades privadas e até de outros países para o curso de Medicina do Cesc/Uema continua a repercutir nos meios estudantis e nos bastidores políticos de Caxias e do estado. Não obstante isso, na Câmara Municipal de Caxias ninguém ainda tocou no tema.

Ao jogar um balde de água fria na tentativa de colegas de Casa que colheram assinaturas para a instalação de uma CPI de apuração das supostas irregularidades, o presidente da Assembleia, Othelino Neto (PCdoB), justificou que o assunto seria um problema “interno do Poder Judiciário, que diz respeito a eles. O foro competente para se questionar decisões judiciais ou a conduta de juízes e de membros do Judiciário é o da Corregedoria do próprio TJ ou do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”. Por sua vez, o deputado César Pires, que levou a querela ao plenário do Parlamento estadual, agiu rápido e provocou a Corregedoria-Geral de Justiça do Maranhão (CGJ/MA), a qual, ato contínuo, determinou a abertura de sindicância para apurar as tais irregularidades nas concessões das referidas liminares judiciais na Comarca de Caxias.Assim, embora freado na esfera legislativa estadual, o quiproquó segue na raia judiciária. Mas o silêncio da vereança local sobre tão importante tema causa estranheza na região. O Cesc/Uema é um patrimônio do povo de Caxias e de toda a região leste. Seu curso de Medicina, então, acendeu orgulho e deslanchou um otimismo enorme na estudantada desse encantoado gonçalvino… Dessa forma, no mínimo, a edilidade deveria pelo menos esboçar qualquer atitude, falar a respeito.