Lideranças religiosas e rurais se dizem decepcionadas com a falta de respostas sobre o assassinato de Edvaldo Pereira Rocha…

Presidente da Associação de Quilombolas do povoado Jacarezinho, Edvaldo foi morto com vários tiros, disparados por dois homens desconhecidos, no dia 29 de abril passado, no povoado Bom Jesus, zona rural de São João do Sóter, no Maranhão

Lideranças religiosas e rurais se dizem decepcionadas com a falta de respostas das autoridades sobre o assassinato de Edvaldo Pereira Rocha, o sétimo quilombola assassinado no estado do Maranhão desde o ano de 2020.

Presidente da Associação de Quilombolas do povoado Jacarezinho, Edvaldo foi morto com vários tiros, disparados por dois homens desconhecidos, no dia 29 de abril passado, no povoado Bom Jesus, zona rural de São João do Sóter.

Dia 05 de maio passado foi realizada a missa de sétimo dia em memória de Edvaldo Pereira Rocha, seguida de um ato público com participação da Comissão Pastoral da Terra, de entidades regionais e de comunidades locais. Desde o ano de 2020, esse foi o sétimo assassinato de quilombolas apenas no Maranhão.

Ao todo, em 2021, foram 43 ocorrências de conflitos contra quilombolas no estado, conforme consta na publicação Conflitos no Campo Brasil 2021, divulgada no dia 18 de abril deste ano.

Explicação da Polícia

O titular da Regional de Caxias, delegado Alcides Neto, explicou que os trabalhos estão em curso e não pararam desde o dia do ocorrido. “Colhemos informações sobre o caso e que serão mais aprofundadas após as oitivas das testemunhas. Também solicitamos exames periciais técnicos. O trabalho é intenso para que tenhamos, o quanto antes, a identificação dos envolvidos neste crime”.

Com os interrogatórios, a polícia pretende identificar os envolvidos no caso e outras lideranças da comunidade que tenham recebido ameaças. A polícia analisa, também, estojos e projéteis de arma de fogo coletados no local e já repassados ao Instituto de Criminalística (Icrim).

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) mantém equipes em São João do Sóter para garantir agilidade nas investigações e identificar os suspeitos. Foi reforçado o policiamento na região, para prevenir novos ataques.

6 respostas para “Lideranças religiosas e rurais se dizem decepcionadas com a falta de respostas sobre o assassinato de Edvaldo Pereira Rocha…”

  1. Era muito mais fácil ter protegido o rapaz, com certeza como é conflito de terras deveria vir sofrendo ameaças e com certeza em algum momento ele deve ter relatado isso pera alguém. Só não descobrem se não quiserem.

  2. Acredito no trabalho e no profissionalismo do Dr. Jair Paiva, vamos aguardar o resultado das investigações.

  3. Crime difuso e de difícil identificação. Cujos agentes são dispersos. O estado brasileiro. Uma gleba identificada até pelo IBGE é demarcada! Mas, cadê os ” títulos “. Os registros imobiliários, anos e mais anos transcursos. E pior, os intermediários, se tem instituição de regularização fundiária, onde? Fazendo o que … Na péssima qualidade dessas políticas, é oportunidade a essas ocorrências pela ausência do estado. Só isso.

  4. Caro Jotônio,
    Imediatamente ao lamentável ocorrido em 29/04), o Sistema de Segurança Estadual foi acionado com o envio ao local do crime de equipes da PM, Polícia Civil, Perícia Oficial e Inteligência, inclusive com reforço de Timon. No dia seguinte, a cúpula da Segurança esteve no local do crime e também no Jacarezinho, onde permaneceu até o final da tarde, ouvindo atentamente assentados, familiares de Edvaldo e membros de entidades rurais e religiosas, sendo ali mesmo determinadas providências.
    A Polícia Civil trabalha com afinco para elucidar este crime, que, por sua peculiaridade de ser crime por encomenda, revela-se complexo, e, por questões óbvias, não se pode detalhar avanços da investigação, sob pena de prejudicá-la. Os esforços são para que o(s) autor(es) e possível(eis) mandante(s) seja(m) identificado(s) e preso(s) com a maior brevidade possível.
    A Polícia Militar intensificou a atividade e prevenção, com reforço policial em toda a região.
    Att.,
    Jair Lima de Paiva Júnior
    Delegado Geral PC MA.

  5. Lamentável a demora da Polícia em dar respostas à sociedade. Crime bárbaro que precisa ser elucidado o quanto antes!

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