Grupo empresarial implode histórica caixa d’água…

A caixa d’água construída ainda em fins de 60 do século passado, para abastecer a empresa A. Silva Óleo Vegetal, do saudoso e visionário comendador Alderico Silva, foi posta abaixo, ontem à noite.

História

A caixa-torre era um símbolo da história da indústria caxiense. O complexo industrial pensado por Alderico Silva, o ‘Seu Dá’, então popularmente denominado apenas de ‘Refinaria’, foi inaugurado em 1972, com um grande show da cantora Clara Nunes.

Formato cilíndrico

Era a mais alta caixa d’água em formato cilíndrico da região. Uma bela construção arquitetônica, uma verdadeira torre emoldurando o céu do leste maranhense.

Destruição do patrimônio

Pior que Caxias assistiu inerte à destruição de mais esse patrimônio histórico. Tudo em nome do progresso. Atualmente, na área da antiga indústria foi instalada uma filial do bilionário grupo Mateus.

Supermercado Mateus

Mas, segundo informação repassada ao editor do site, agora há pouco, a área onde ficava a torre estaria fora do perímetro do Supermercado Mateus e pertenceria ao grupo empresarial Horizonte, de Fortaleza (CE)… Não custava nada preservar a caixa d’água, mas o grupo Horizonte decidiu implodi-la, jogando-a definitivamente ao chão.

O vazio

Do lamento irreversível da implosão da caixa d água, atirada ao chão pela mão do homem, restou o vazio no lugar e na mente do cidadão caxiense.

Tempo áureo

 De agora em diante, quem passar por ali ou visitar o local sentirá a incômoda sensação de que falta algo no ar, na paisagem: a velha caixa d’água da ‘Refinaria’, que por dezenas de anos simbolizou o tempo áureo da indústria na nossa Princesa do Sertão.

Destruição do ícone

Não se sabe o que levou à destruição desse ícone histórico da economia pulsante do século XX nesta região, quais motivos justificariam a derrubada da estrutura que compunha o imaginário popular de Caxias.

Vídeo

Veja o vídeo abaixo para nunca mais esquecer como se mata a história, o patrimônio e a memória de uma cidade nas caladas da noite…

12 respostas para “Grupo empresarial implode histórica caixa d’água…”

  1. Rapaz a gente vê cada uma mesmo, um monte de concreto q nao servia pra nada, a não ser para por em riscos a vida de quem passava pelo local, em um terreno privado que o cara comprou pra investir. É muita falta de matéria pra ser publicada…

  2. É só uma caixa de água velha. Se fosse os prédios históricos do centro da cidade aí sim. Que diabo q uma caixa de água dessas significa historicamente? Eu digo: nada.

  3. Não importa se foi o ganancioso grupo Mateus ou esse tal de Horizonte, que de horizonte não tem nada, foi um crime contra nossa cidade. Ô governo fraco o desse tal de Cabeludo!

  4. Impressionante o texto e o vídeo, senti um aperto no coração. Tristeza total. Cadê o governo de Caxias que não impediu essa barbaridade com a nossa história?

    1. Gostaria que a Maria Creusa apontasse a forma (uma forma) que o “governo de Caxias” pudesse impedir “a barbaridade”. Imóvel privado, dentro de propriedade privada, não tombada pelo IPHAN…. como poderia impedir? Aliás, o Município sequer foi avisado da “barbaridade”.

  5. Muito leriado, que pode ser resumido em uns versos de SAMPA, do magistral Caetano Veloso:

    “É a força da grana, que constrói e destrói coisas belas….”

  6. Não entendi a matéria, primeira ela diz que tudo aconteceu em nome do progresso, e depois ela diz que não sabe o motivo da destruição da caixa d’água. Dá para explicar? Se foi mesmo pelo progresso não vejo problema, afinal história maior é a do município de Caxias e todo dia nós vemos ela ser sepultada pelos políticos.

  7. Nao Bruno , Ironaldo e Vavá já é o estado terminal no fim . Ela já estava morta há décadas ! E não foi ninguém, fomos nós mesmo, aí é um crime difuso e já começou lá atrás quando um também prefeito matou o investimento de uma granja .Esse crime atual é o enterro dos recursos oficiais que sepultados, OS Constitucionais dos anos 70 !! Como o de toda uma classe empresarial cearense, perdularia e conservadora de recursos públicos. É só ver o DNA da nova classe política de Caxias, parida no útero dos financiamentos públicos, abastados, tem os recursos públicos como herança e o poder político como legado , cresceram sem ruptura , a sombra da herança e sabem , o poder político é efêmero, e a riqueza pode escapar pelos dedos , nada impede que a geração advinda daí, seja pobre ou miserável e sua única riqueza em Caxias , sem uma fábrica, sem uma usina, seja o poder ganho nas eleições com disse Raul Teixeira professor da UFBA .” Pela força bruta , pelo nome , ou pela corrupção “. Ê o Brasil real …

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