Fábio Gentil diz que já revogou a lei que aumentou a tarifa de água em Caxias… Pura bobagem, prefeito não tem poder para revogar leis…

Outro tema abordado por Fábio Gentil na entrevista dada recentemente ao blog do John Cutrim (reveja aqui) foi o polêmico aumento na tarifa de água de Caxias, aprovado pela Câmara Municipal na última sessão legislativa, no apagar das luzes, antes do recesso parlamentar.

Essa lei tem dado dor de cabeça ao mandachuva local e causou grande confusão na cidade, pois pegou os consumidores de surpresa com aumentos exorbitantes, em alguns casos quase 300% superiores em relação a tarifas anteriores, o que levou a Defensoria Pública do Maranhão a entrar na Justiça pedindo a anulação da mesma (reveja o caso aqui).

Mas, ao ser questionado sobre isso, Gentil disse que já teria “revogado a lei” que permite o aumento na conta de água dos consumidores… No entanto, o prefeito não tem poder para anular leis. Leis só podem ser anuladas por outras leis, as quais também precisam ser aprovadas pelo Parlamento municipal.

Tantos anos de vereador antes de ser prefeito, e a impressão que passa é a de que Fábio Gentil não sabe minimamente dos ritos legislativos, pois o que falou sobre a “revogação da lei” dos aumentos da tarifa de água é a mais pura bobagem.

Fábio Gentil joga a milonga para Paulo Marinho Júnior…

Em entrevista ao blog do John Cutrim, o prefeito de Caxias, Fábio Gentil, jogou a milonga para o vice-prefeito Paulo Marinho Júnior.

Cabeludo diz com todas as letras que se PMJ desistir de sair candidato a deputado federal e apoiar Amanda Gentil, ele, o primogênito do grupo Marinho, contará com o apoio do mandatário caxiense para comandar a Princesa do Sertão em 2024… Óbvio, com seus mais de 30 e lá vai pedrada, PMJ acredita se quiser!

Confira no vídeo abaixo:

As maiores fichas…

Não por acaso o deputado estadual Adelmo Soares e o secretário estadual de Turimo, Catulé Júnior, apostam suas maiores fichas no apoio do governador Flávio Dino às suas campanhas eleitorais neste ano de 2022.

Em tese, para consumo interno, Catulé Júnior contaria com o apoio do prefeito de Caxias, Fábio Gentil, mas isso não é garantia prática, pois Gentil quer mesmo é reeleger Daniella Tema. No caso de Soares, o apregoado apoio ao mesmo de alguns prefeitos regionais também é impreciso e pouco confiável. Dessa maneira, os dois só sustentariam efetivamente seus projetos de chegar ou retornar à Assembleia com o impulso de Dino às suas campanhas.

Em resumo, não dá para ambos confiarem em hipotéticos apoios paroquianos. Se não contarem com a alavanca do Palácio dos Leões em todo o Maranhão suas pretensões tenderiam a morrer na praia, com eles já cansados e desiludidos.

Quanto a Cláudia Coutinho, também não seria suficiente somente o apoio do marido e prefeito de Matões, Ferdinando Coutinho.

Posta como candidata a uma vaga no Legislativo maranhense no lugar de Cleide Coutinho, a aspirante Cláudia Coutinho teria de ter, para valer, o apoio de todos os redutos eleitorais com os quais contou Cleide Coutinho quando o saudoso Humberto Coutinho era vivo (Editorial da coluna Caxias em Off, de hoje (14/1/22), publicada no Jornal Pequeno).

Paulo Marinho a desqualifica e diz que Amanda Gentil não se elege deputada federal em 2022…

Em entrevista ao podcast ‘Sai da Lama’, apresentado pelo jornalista Jonas Filho, o ex-prefeito de Caxias e ex-deputado federal Paulo Marinho desqualificou Amanda Gentil, filha primogênita do prefeito Fábio Gentil, e disse que ela não se elege deputada federal em 2022.

Para realçar a sua fala, PM ainda afirmou que nem Amanda Gentil nem o pai Fábio Gentil sequer sabe o que é um orçamento público!

Confira no vídeo abaixo:

O voto distrital e os candidatos ‘paraquedistas’…

Por Antônio Manoel Araújo Velôzo

Juiz de Direito

O sistema eleitoral do voto proporcional, hoje vigente no Brasil para eleição de vereadores, deputados estaduais e federais, consiste em eleger múltiplos parlamentares proporcionalmente ao número total de votos recebido por um partido, por uma lista do partido ou por candidatos individualmente. Nesse sistema a base eleitoral são os eleitores do município, no caso de vereadores, e do estado federado como um todo, para eleições visando a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal.

Nas eleições para os parlamentos estaduais e para o federal, o sistema proporcional, além de outras desvantagens, possibilita a aparição dos candidatos que vulgarmente alcunho de “paraquedistas”.

Como a base eleitoral são todos os eleitores do estado, distribuídos nos diversos municípios, esses candidatos, com grande apoio político e financeiro, aliam-se a lideranças políticas locais que funcionam como verdadeiros “cabos” eleitorais. Essa modalidade de candidato, no período próximo às eleições, começa a “pipocar” em cidades, que na maioria das vezes sequer visitaram antes, trazendo pequenos mimos e obras públicas imediatistas e cosméticas, na tentativa de captação de votos de eleitores que sequer os conheciam. E o pior: atingem seus objetivos.

Os “paraquedistas” de fora vêm para cá e os daqui vão para lá, numa troca de amabilidades políticas promíscuas que, no “frigir dos ovos”, têm consequências nefastas para legitimidade dos eleitos e para os anseios dos eleitores daquele lugar, que, na maioria das vezes, seis meses depois do pleito sequer lembram do nome do seu candidato.

O sistema proporcional de voto, com base eleitoral em todo o estado, provoca essa grave distorção, daí a necessidade de correção com a adoção do sistema eleitoral do voto distrital. É sinônimo do sistema eleitoral de maioria simples. Consiste, então, em se eleger cada membro do parlamento nos limites geográficos de um distrito pela maioria dos votos (simples ou absoluta).

Exemplificando para melhor compreensão do tema: o Estado do Maranhão seria, então, divido em determinado número de distritos eleitorais, normalmente com população semelhante entre si, cada qual elegendo um dos políticos que comporão o parlamento estadual ou federal.

Detalhando ainda mais: tomemos por exemplo ficcional um distrito eleitoral compreendendo os municípios de Caxias, Aldeias Altas e São João do Sóter, com um colégio eleitoral de 150.000 eleitores. Os candidatos necessariamente seriam eleitores do distrito, portanto domiciliados no competente distrito, e os eleitores aptos a votar seriam tão somente os eleitores alistados no distrito. A grosso modo, seria isso.

Várias seriam as vantagens da adoção desse sistema. A mais evidente é a eliminação do candidato “paraquedista”, os daqui e os de alhures, pois um conjunto fixo de cidadãos (eleitores do distrito) cria uma conexão forte entre o deputado e quem o elege, proporcionando uma maior responsabilização e a prestação de contas do representante.

Outra grande vantagem consiste na preservação da memória eleitoral. No sistema proporcional, os eleitores raramente sabem efetivamente para quais candidatos o seu voto é computado e quem foram os eleitos.

Pesquisa recente aponta que 71% (setenta e um por cento) dos eleitores esqueceram em que votaram para deputado quatro anos antes. Essa mesma pesquisa indica que a amnésia eleitoral tem início pouco tempo após a eleições: passados dois meses, 28% (vinte e oito por cento) já não se recordam de seu candidato a deputado federal, e 30% (trinta por cento), em que votaram para deputado estadual

Com a adoção do sistema distrital, as eleições ocorrerão em um distrito de dimensões reduzidas e menor quantidade de eleitores, isso reduz os custos das campanhas eleitorais, pois elimina a necessidade dos candidatos viajarem através de todo o estado em busca de votos, viabilizando campanhas mais baratas e o êxito de candidatos com menos recursos financeiros.

É perceptível que o sistema distrital, apesar de apresentar algumas desvantagens, se revela mais racional e dá maior legitimidade e representatividade aos candidatos eleitos, possibilitando que o eleitor cobre mais dos eleitos, eliminando, sobretudo, essa figura perniciosa ao Estado Democrático de Direito que é o malsinado candidato “paraquedista”.

Despejo de lixo revolta moradores do bairro Teso Duro…

Viralizam na internet as imagens de um caminhão caçamba despejando lixo próximo a casas do bairro Teso Duro, em Caxias MA, e os moradores do lugar irritados com a situação.

A população, que já sofre muito com os efeitos do amontoado de detritos domiciliares despejados diariamente no bairro, fez uma barreira na estrada para impedir o acesso de outros veículos que levavam mais resíduos para o local. A confusão foi grande durante todo o dia de hoje.

Confira no vídeo abaixo:

Dra. Cleide e Gil Cutrim levam patrulha mecanizada a povoados de Caxias

A parceria da deputada estadual Dra. Cleide Coutinho (PDT) com o deputado federal Gil Cutrim (Republicanos) já está produzindo benefícios aos caxienses.

Nesta segunda-feira (20/12), os parlamentares entregaram à Cooperlest – Cooperativa de agricultores do 2º Distrito da zona rural de Caxias – que abrange os povoados da Rodagem, Mucambo, Chapada do Mundé, dentre outros – um trator agrícola que atenderá à demanda dos trabalhadores rurais para mecanizar o trato da terra e aumentar a produtividade de suas lavouras.

“Estamos nesta união com o deputado Federal Gil Cutrim, que vai contribuir muito com nosso trabalho pelos caxienses. Esta patrulha é apenas o começo desta frutífera parceria”, disse Dra. Cleide na entrega do trator à Cooperlest.

Olavo de Carvalho tira o dele da reta e diz que Bolsonaro já perdeu…

O autoproclamado filósofo, guru da primeira família presidencial brasileira, antecipa o obituário do governo.

Ricardo Noblat

O autoproclamado filósofo Olavo de Carvalho, do bunker que há muitos anos o abriga nos Estados Unidos, antecipou o obituário do governo do presidente Jair Bolsonaro em entrevista que concedeu a um canal de aflitos bolsonaristas no YouTube.

“A briga já está perdida”, disse ele logo de início, escutado em silêncio pelos ex-ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, investigado por contrabando de madeira, e Abraham Weintraub, da Educação, que escapou do Brasil com medo de ser preso.

Em seguida, comentou com rara franqueza:

 “O Bolsonaro não é obedecido em praticamente nada, nada. Quem manda no Brasil é a turma do STF, da mídia, do show business. Acabou. E o pessoal das Forças Armadas? Assiste a tudo isso. Só acredita em neutralidade ideológica. Ou seja, no Brasil só existem duas possibilidades: ou você é comunista ou você é neutro. Não existe direita. Existe bolsonarismo”.

Foi adiante:

“O Brasil vai se dar muito mal. Não venham com esperanças tolas, porque a briga já está perdida. Existem chances de fazer voltar? Existe uma chance remota, mas só se o Bolsonaro acordar, mas eu não sei como fazê-lo acordar. Dizem que eu sou o ‘guru do Bolsonaro’. Isso é absolutamente falso. Conversei com ele somente quatro vezes na minha vida”.

“Então, a minha influência sobre o Bolsonaro é zero. Ele me usou como ‘poster boy’ [garoto propaganda, em livre tradução]. Me usou para se promover, para se eleger. E, depois disso, não só esqueceu tudo o que dizia como até os meus amigos que estavam no governo, ele tirou”.

Aos 74 anos, Carvalho foi o responsável pelas indicações ao governo de Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores, e Ricardo Vélez Rodríguez, ex-ministro da Educação. Sobre erros cometidos por Bolsonaro até aqui, Carvalho filosofou:

“Qual o poder que tem o presidente comparado com o do Congresso e do Supremo Tribunal Federal? Não tem nada. Ele castrou a si mesmo desde o primeiro dia. A primeira coisa que eu diria a ele era: ou você [ininteligível] nas duas primeiras semanas ou está perdido. Porque se você dá tempo para o adversário se fortalecer, ele se fortalece. Foi o que aconteceu”.

“Você acha que nas primeiras semanas alguém teria coragem de dizer de Bolsonaro o que dizem hoje? Não tinha, porque o pessoal sentia a força do apoio popular. Agora já não sente. Essa manifestação do 7 de setembro foi o maior desperdício de apoio popular que ele já recebeu. Você reúne o povão que diz: ‘Autorizo’. Autorizo o quê? E o que foi que ele fez? Fez nada”.

E concluiu:

“Tem algum problema com Bolsonaro, não sei qual é. Agora, não tem outro em quem votar”.

Um bolsonarista que acompanhou a entrevista de Carvalho escreveu em sua conta no Twitter:

“Correto, aí o que o Bolsonaro fez? Soltou a mão do povo e segurou a mão do centrão. Virou a as costas para os apoiadores que o criticavam e com razão, adjetivou de direita burra, pirralhos, e ao invés de abrir um diálogo, pediu para quem tivesse descontente que votasse no Hadad.”

Fábio Gentil vai abrir dois escritórios políticos fora de Caxias…

Em ritmo de intensa campanha eleitoral, o prefeito Fábio Gentil vai abrir dois escritórios políticos: um em Brasília e outro em São Luís.

A iniciativa de ‘Cabeludo’ já teria passado pela Câmara Municipal de Caxias, na qual a vereança governista chancelou o projeto sem reclamar nem avaliar em profundidade, como é usual na Casa.