A criminosa demolição do Clube Alecrim…

Construído por iniciativa de um grupo de 50 pessoas, a maioria composta de médicos, e de empresários, tais como Humberto Coutinho, Isaac Pereira e José Alves Costa, o Clube Alecrim era uma das poucas antigas construções desse tipo que ainda se mantinha de pé em Caxias MA.

O Clube Alecrim, também conhecido como Clube dos Médicos, foi erguido entre o final de 70 e início de 80 do século passado, há mais de 50 anos.

Mas agora, como se vê pelas fotos, mãos humanas cuidaram de pôr o prédio abaixo, direto no chão… Mais um bárbaro crime contra a memória, a cultura e a história da Princesa do Sertão!

Implosão da histórica caixa d’água…

A postagem anterior sobre a implosão da histórica caixa d’água da antiga ‘Refinaria’ em Caxias MA foi atualizada porque a velha ‘torre’ ficava fora do perímetro da área onde está localizado o Supermercado Mateus (Reveja aqui).

Mudança de título

No caso, a destruição da caixa d’água teria se dado a mando do grupo empresarial Horizonte, de Fortaleza (CE), e não do grupo Mateus… Daí também a mudança do título da referida postagem.

Grupo empresarial implode histórica caixa d’água…

A caixa d’água construída ainda em fins de 60 do século passado, para abastecer a empresa A. Silva Óleo Vegetal, do saudoso e visionário comendador Alderico Silva, foi posta abaixo, ontem à noite.

História

A caixa-torre era um símbolo da história da indústria caxiense. O complexo industrial pensado por Alderico Silva, o ‘Seu Dá’, então popularmente denominado apenas de ‘Refinaria’, foi inaugurado em 1972, com um grande show da cantora Clara Nunes.

Formato cilíndrico

Era a mais alta caixa d’água em formato cilíndrico da região. Uma bela construção arquitetônica, uma verdadeira torre emoldurando o céu do leste maranhense.

Destruição do patrimônio

Pior que Caxias assistiu inerte à destruição de mais esse patrimônio histórico. Tudo em nome do progresso. Atualmente, na área da antiga indústria foi instalada uma filial do bilionário grupo Mateus.

Supermercado Mateus

Mas, segundo informação repassada ao editor do site, agora há pouco, a área onde ficava a torre estaria fora do perímetro do Supermercado Mateus e pertenceria ao grupo empresarial Horizonte, de Fortaleza (CE)… Não custava nada preservar a caixa d’água, mas o grupo Horizonte decidiu implodi-la, jogando-a definitivamente ao chão.

O vazio

Do lamento irreversível da implosão da caixa d água, atirada ao chão pela mão do homem, restou o vazio no lugar e na mente do cidadão caxiense.

Tempo áureo

 De agora em diante, quem passar por ali ou visitar o local sentirá a incômoda sensação de que falta algo no ar, na paisagem: a velha caixa d’água da ‘Refinaria’, que por dezenas de anos simbolizou o tempo áureo da indústria na nossa Princesa do Sertão.

Destruição do ícone

Não se sabe o que levou à destruição desse ícone histórico da economia pulsante do século XX nesta região, quais motivos justificariam a derrubada da estrutura que compunha o imaginário popular de Caxias.

Vídeo

Veja o vídeo abaixo para nunca mais esquecer como se mata a história, o patrimônio e a memória de uma cidade nas caladas da noite…

A história abandonada na Princesa do Sertão…

Foto IBGE

Proprietários de prédios históricos no centro de Caxias deixam de cuidar dos mesmos para que desmoronem, venham abaixo e, assim, depois, possam vender apenas os terrenos, hoje calculados em altas cifras financeiras.

Ninguém fiscaliza

E como não há mesmo ninguém fiscalizando o patrimônio histórico material e imaterial caxiense, o método funciona.

Aniquilação

Haja vista que o governo local não está nem aí, nem os que se dizem defensores da rica memória do município, a aniquilação da lembrança regional prossegue.

Crueldade

Uma crueldade com a história de uma cidade que contribuiu para a formação do próprio estado brasileiro. É uma destruição feita aos olhos de todos.

Fotografias

No futuro, com sorte, diga-se, a história da Princesa do Sertão viverá apenas em fotografias, como na foto acima.