Guerra da Ucrânia torna China ainda mais forte…

Os chineses levam vantagem com a guerra na Europa, embora a narrativa do Ocidente quanto à democracia se aplique, também, à liderança de Pequim

(crédito: Noel Celis/AFP)

O diplomata e estrategista político Henry Kissinger talvez seja o político do Ocidente que melhor conhece a China, onde esteve cerca de 50 vezes. Seu livro ‘Sobre a China’ é um best-seller até hoje. A proeza dele como diplomata foi conceber e executar a reaproximação entre os Estados Unidos e a China comunista, construindo uma aliança que seria decisiva para o colapso da antiga União Soviética. Seus críticos, porém, questionam a forma subalterna como trata a questão da democracia e dos direitos humanos na China.

A China demorou para aceitar que não era o centro do mundo e que precisaria se integrar a um sistema internacional liderado pelas potências ocidentais. Isso ocorreu na marra, após ser derrotada militarmente pelo Império Britânico. Sem os mesmos recursos, no entanto, os chineses optaram por convidar outros países europeus a estabelecerem postos comerciais no seu território, para provocar e depois manipular a rivalidade entre eles.

O princípio “derrotar os bárbaros próximos com o auxílio dos bárbaros distantes” foi adotado com êxito pela China. Seu paradigma de diplomacia pode ser comparado aos fundamentos do Wei qi, uma espécie de jogo de gamão, no qual os fatores políticos e psicológicos subordinam os princípios puramente militares no “cerco estratégico”.

Kissinger explorou com competência as divergências existentes, desde a morte de Stalin, entre os líderes soviéticos e a liderança chinesa. Mao Tsé Tung recebeu a visita do presidente Richard Nixon. Estados Unidos e China passaram a ser aliados contra a antiga União Soviética. A aliança americana com o regime nacionalista em Taiwan passou à condição subalterna, e o trauma da Guerra da Coreia foi relevado.

Mao, Zhou Enlai e Deng Xiaoping foram interlocutores privilegiados de Kissinger, que também se relacionou com Zhao Zyiang, Jiang Zemin e Qian Quichen, a geração nova de reformadores. Por uma ordem internacional mais estável, num mundo repleto de armas nucleares, a China foi aceita no Conselho de Segurança da ONU.

A guerra de seis semanas da China contra o Vietnã, em 1979, foi um subproduto dessa mudança. Pequim conteve o desejo vietnamita de montar um bloco com Camboja e Laos. Após o massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989, em que jovens estudantes pediam abertura política, Xiaoping iniciou um processo de reformas capitalistas que, no curto espaço de 30 anos, elevaram a China ao status de segunda potência econômica do planeta.

No mundo globalizado, o eixo do comércio deslocou-se do Atlântico para o Pacífico. O governo chinês se tornou um dos fiadores da ordem mundial como uma grande potência pacífica. Entretanto, eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, amigo de Vladimir Putin, resolveu escalar uma guerra comercial com a China e se aproximar da Federação Russa.

Guerra fria

Joe Biden assume a Presidência com uma equipe diplomática disposta a restabelecer a hegemonia absoluta dos Estados Unidos na política mundial, a partir da aliança com o Canadá e o Reino Unido, escalando o conflito da Otan com a Federação Russa em torno da Ucrânia. No lugar do mundo multipolar que se esboçava a partir da liderança da Alemanha e da França na União Europeia, ressurge uma guerra fria, que se torna guerra quente com a invasão da Ucrânia e, com a ajuda da agressividade de Putin, arrasta toda a União Europeia para o confronto. O eixo da política internacional deixa de ser o comércio e a cooperação e passa a ser a defesa da democracia e dos valores liberais como narrativa para nova corrida armamentista.

A Rússia passa a depender cada vez mais da China. Porém, enquanto Putin joga xadrez e busca a vitória total em termos geopolíticos, Xi Jinping, o líder chinês, segue os princípios do Wei qi e mantém sua estratégia focada na integração às cadeias de produção e de comércio mundial, nas quais os Estados Unidos continuam sendo a força mais importante — estão aí as sanções econômicas contra a Rússia —, mas em declínio.

A China leva vantagem com a guerra da Ucrânia, embora a narrativa do Ocidente quanto à democracia se aplique também ao regime comunista chinês. Com sua exclusão da Rússia do sistema Swift, ou seja, do sistema de mensagens interbancárias, por exemplo, os bancos russos se socorreram no sistema de pagamentos interbancários transfronteiriços (Cips), criado pela China em 2015. O sistema é usado para liquidar créditos e trocas internacionais de yuans na chamada Rota da Seda. Permite que os bancos globais realizem transações internacionais em yuan. Somente no ano passado, o sistema processou cerca de 80 trilhões de yuans (US$ 12,68 trilhões), um aumento de 75% em relação ao ano anterior. Em janeiro, 1.280 instituições financeiras de 103 países e regiões fizeram login no sistema chinês. O yuan pode sair dessa crise como uma moeda internacional (Luiz Carlos Azedo/Correio Braziliense).

Adelmo Soares deixa o PCdoB e vai para o PSB…

Pegando carona na janela partidária, o deputado estadual caxiense Adelmo Soares trocou o PCdoB pelo PSB.

Aberta ontem, a janela partidária permite a políticos com mandato trocarem de legenda sem o risco de serem punidos com a cassação de mandato.

Assim, estima-se uma grande debandada de parlamentares que deixarão suas atuais agremiações para se abrigarem em outras.

A janela partidária irá perdurar por 30 dias, encerrando-se em 1º de abril.

Barricadas no leste vão sendo montadas…

Em Caxias, as principais forças políticas locais se dividem entre o apoio a Carlos Brandão e a Weverton Rocha. Os demais concorrentes ao governo do estado ficam com as sobras preferenciais dos eleitores que não simpatizam nem com o primeiro nem com o segundo.

Mais ou menos como ocorre no vizinho município de Timon, onde os integrantes mais influentes do grupo Leitoa romperam com o governador Flávio Dino e apoiam Weverton Rocha. Os demais líderes locais, na maioria, ou apoiam Carlos Brandão ou também se dividem na simpatia a outros aspirantes ao governo do Maranhão… Essa mesma relação político-partidária se encontra no restante dos municípios do leste maranhense. O que aponta para como será a guerra eleitoral de 2022 na região.

Ou seja, embora ainda não tão claras como era de se esperar a esta altura da competição, as barricadas políticas neste lado do Maranhão vão sendo paulatinamente montadas à espera do desfecho da grande disputa estadual… Acredita-se que a opção pelos nomes de Brandão e Weverton deve se afunilar ainda mais em meio ao eleitorado, mas isso é apenas uma expectativa (Coluna Caxias em Off, da edição do Jornal Pequeno de domingo passado).

A dissonância de voz e pensamento no casal Daniel Barros e Thais Coutinho…

Entrevistados em separado pelo canal ‘TV tá no ar’, o vereador caxiense Daniel Barros e a esposa e ex-vereadora Thais Coutinho mostram dissonância em relação a quem apoiar para candidato(a) a deputado estadual.

Ela diz que apoia a madrasta Cláudia Coutinho… E ele… que ainda vai escolher!

Confira abaixo:

Continuam os embates internos pelo poder caxiense, mas ‘Cabeludo’ não vai retroceder…

Continuam os embates internos entre os inquilinos do Palácio da Cidade em Caxias MA. Como aqui já acentuado, na falta de opositores externos de peso, são os próprios governistas caxienses que brigam entre si às vésperas da disputa estadual de 2022.

Ainda não dá para se avaliar em profundidade até onde irá a divisão intestina no governo Fábio Gentil, por enquanto mais centrada nas figuras dos Marinho e Catulé.

A briga tem como eixo a busca pelo poder representada nas aspirações de Paulo Marinho Júnior de vir a se tornar um deputado federal e também pelo sonho de Catulé Júnior de chegar à Assembleia maranhense.

Mas uma coisa é bem clara no conflito intestino: ‘Cabeludo’ não vai retroceder no seu objetivo de tentar levar a filha Amanda Gentil para Brasília nem de reeleger Daniella ‘Gentil’ para o Parlamento estadual.

Família Marques Serra & Calland comemora centenário de Jacy Marques Serra…

A família Marques Serra & Calland, filhos do reverendo Sillas Marques e Anecy Calland (in memoriam), se reúne em São Luís para comemorar o centenário da tia Jacy Marques Serra.

Paulo Marinho Júnior inspeciona depósito de remédios da Prefeitura…

O vice-prefeito de Caxias, Paulo Marinho Júnior, gravou um vídeo da sua recente inspeção no depósito de remédios da Prefeitura, o que já seria um ensaio de seu provável e prometido rompimento com o prefeito Fábio Gentil (reveja ameaça de PMJ aqui)… O vídeo foi publicado em suas redes sociais.

Segundo relata PMJ, na sua ida ao almoxarifado ele comprovou que os estoques de remédios estariam abaixo do esperado e não seriam suficientes para atender à demanda da rede pública municipal.

Ou seja, com outras palavras, é disso mesmo que os cidadãos da Princesa do Sertão reclamam: “Não há remédios nos hospitais nem nos postos de saúde”.

Confira no vídeo:

Após uma longa batalha, STF aprova revisão de aposentadorias…

Decisão pode beneficiar segurados que começaram a contribuir para o INSS antes de 1994 e se aposentaram depois de 1999

Crédito: Consultor Jurídico

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, ontem, para que aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tenham direito à chamada “revisão da vida toda”. A revisão de aposentadorias levando em consideração todo o tempo trabalhado permite o recálculo do valor do benefício.

A revisão poderá ser pedida pelos trabalhadores que começaram a contribuir para o INSS antes de 1994 e que se aposentaram depois de 1999. Nesse último ano, o cálculo do valor dos benefícios começou a ser feito considerando apenas as constribuições recolhidas depois da criação do Plano Real. Ou seja, para calcular a média dos salários que servirá como base de pagamento da aposentadoria, o instituto usa apenas os pagamentos em reais.

Para o governo, segundo uma fonte, a decisão é um “desastre para as contas públicas”. Estimativas mostram que o impacto para a Previdência será de, ao menos, R$ 46 bilhões até 2029, considerando revisões e concessões. De acordo com interlocutores do governo, o INSS não possui o mecanismo e o fluxo financeiro para uma revisão dessa espécie. A fila de requerimentos está com 1,7 milhão de pedidos e a tendência é de que cresça ainda mais.

A Advocacia-Geral da União (AGU) deve aguardar a proclamação do resultado final do julgamento para se manifestar. A advogada Gabriela Sabino, especialista em direito previdenciário, destaca que todas as contribuições dos segurados anteriores a julho de 1994 eram desconsideradas no cálculo do valor das aposentadorias. “Isso fazia com que segurados que recebiam altos salários, antes desse período, no auge dos seus 30, 40 anos de idade, não tivessem esses altos salários considerados no valor do benefício”, frisou.

“Ou seja, muitos acabaram se aposentando com o salário mínimo ou um pouco mais, porque o valor do benefício era calculado apenas com as contribuições realizadas a partir de julho de 1994 — quando houve a conversão do real”, completou Gabriela.

O voto do ministro do STF Alexandre de Moraes definiu o julgamento, que terminou com seis votos favoráveis contra cinco contrários. A decisão pode ser aplicada para todos os processos sobre o tema na Justiça brasileira.

Não cabe mais recurso ao INSS, só embargo de declaração, mas isso não deve mudar o resultado do julgamento. Ainda é preciso, porém, aguardar a publicação da decisão, pois a ação no plenário virtual da Corte está prevista para ser encerrada até 8 de março (Fernanda Strickland e Luana Patriolino/Correio Braziliense).