Vanusa morre aos 73 anos, numa manhã de novembro…

crédito: funarte

Vanusa se foi nesta manhã de novembro (8/11). Ela morreu em uma casa de repouso em Santos, no litoral de São Paulo.

De acordo com funcionários da casa de repouso, Vanusa recebeu a visita de Amanda, sua filha mais velha, no sábado (7/11): “Ela ela cantou, brincou, riu e se alimentou bem”.

Aretha Marcos, também filha de Vanusa, publicou homenagens à mãe nas redes sociais. Em uma delas, ela relembrou que, neste domingo, seu pai, Antônio Marcos, completaria 75 anos.

“O amor é impossível. Hoje, aniversário do meu pai, Antônio Marcos, ele veio buscar minha mãe para viverem juntos na eternidade. A vida é arte!”

O filho Rafael Vannucci, ator, cantor e produtor de eventos, mora em Goiânia e está viajando para São Paulo para encontrar a família.

Trajetória

Para Mauro Ferreira, jornalista e crítico de música, Vanusa teve importância especialmente na década de 70.

Ele falou sobre a importância da cantora na cena musical brasileira e sua veia feminista. “Vanusa foi uma pioneira, ela foi empoderada. Ela sempre defendeu isso quando o mundo era mais machista, poucas mulheres tinham voz ativa na música brasileira como compositoras, sobretudo”, realçou Ferreira.

Biografia

Vanusa Santos Flores nasceu em 22 de setembro de 1947 na cidade de Cruzeiro (SP), mas foi criada em Uberaba (MG).

Com mais de 20 discos lançados ao longo da carreira e mais de 3 milhões de cópias vendidas, a cantora e compositora era mais identificada com a canção popular do que com a MPB, mas flutuou entre gêneros como rock, funk americano e samba.

Aos 16 anos, cantava com o grupo Golden Lions. Em 1966, fez sucesso com a canção “Pra nunca mais chorar” e passou a se apresentar na TV Excelsior.

Na mesma época, participou das últimas edições do programa da Jovem Guarda. Pouco depois, se juntou ao elenco do programa humorístico “Adoráveis trapalhões”, com Renato Aragão.

Nos anos 1970, emendou sucessos como “Manhãs de setembro”, que escreveu em parceria com seu parceiro frequente Mário Campanha, e baladas como “Sonhos de um palhaço”, de Antônio Marcos e Sérgio Sá, e “Paralelas”, de Belchior.

Em 1972, se casou com Antônio Marcos. O cantor participou diretamente da carreira de Vanusa com outras músicas, como “Coração americano”, escrita com Fagner.

A música faz parte de um dos melhores discos da cantora, “Amigos novos e antigos”, lançado em 1975. Na mesma década, ela ainda esteve no elenco de montagem do musical “Hair”.

Em 1977, lançou com o cantor Ronnie Von o LP “Cinderela 77”, trilha sonora da novela com o mesmo nome da TV Tupi.

Nas décadas seguintes, manteve a carreira ativa com o lançamento de discos e participações em diversos festivais de música no país e no exterior, como Uruguai, Coreia do Sul e Chile.

Em 2005, participou ainda de eventos e shows comemorativos dos 40 anos da Jovem Guarda.

Vanusa contou sua vida na autobiografia “Ninguém é mulher impunemente” e no monólogo musical “Ninguém é loura por acaso”, que estreou no teatro em 1999 em São Paulo… Com edição, informações do G1.