Morre Arthur Almada Lima Filho…

Vítima de problemas cardiorrespiratórios, faleceu em São Luís Arthur Almada Lima Filho, próximo às 5 horas da manhã de hoje, 27 de outubro de 2021.

Arhur Almada Lima Filho, desembargador, educador, escritor, pesquisador da História e Cultura caxienses, fundador e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Caxias. Deixa cinco filhos e nove netos e viúva (em segundas núpcias), a professora universitária Antônia Miramar Alves Silva (UEMA). 

Arthur Almada Lima Filho nasceu em Caxias (MA), em 17 de outubro de 1929. O corpo será cremado, atendendo a desejo pessoal manifestado há muito tempo.

As cinzas, atendendo também a pedido, serão lançadas no Morro do Araim, próximo à BR-316, em Caxias, em data ainda a ser confirmada… Com informações de Edmilson Sanches, diretor do Instituto Histórico e Geográfico de Caxias (IHGC).

Morte do radialista Arailton Santana…

A morte do radialista Arailton Santana, 44 anos, surpreendeu muita gente. Ele faleceu hoje, vítima de um infarto fulminante.

Arailton Santana trabalhou em várias emissoras de TV e de rádio em Caxias. Atualmente, ele era repórter e apresentador do Sistema Guanaré de Comunicação. Em 2020, sem sucesso, ele disputou uma vaga na Câmara Municipal local pelo PP (Partido Progressista).

A morte do radialista foi lamentada nas redes sociais por parentes, amigos e admiradores.

De acordo com relatos, Arailton começou a passar mal no momento em que vistoriava a construção da nova casa no Residencial Cidade Jardim. O Samu chegou a ser acionado, mas o radialista faleceu antes de ser atendido.

Nota de falecimento

A família vem a público informar o falecimento de Maria dos Remédios Santana Moura. Remédios era casada com Bené Moura.

Caxiense formada em Contabilidade pela Universidade Federal do Ceará, deixa ainda dois filhos, uma filha, duas noras, um genro e uma netinha.

OBS: Devido às normas de segurança o velório está restrito aos familiares.

A família agradece a todos que intercederam pela saúde de Remédios.

Morre Benedito Muniz, também integrante da Velha Guarda Caxiense…

Além de Eunice Maria Soares de Sousa, a Velha Guarda Caxiense também perdeu hoje Benedito Muniz (Bené Muniz), membro atuante da instituição.

A Diretoria da Velha Guarda Caxiense emitiu nota de solidariedade aos amigos e familiares de Benedito pela perda irreparável, rogando a Deus que os confortem neste momento de grande dor, no qual as palavras se apequenam e o espírito busca amparo na Fé…

Morre Eunice Maria Soares de Sousa…

Por Edmilson Sanches

Nascida em 22 de julho de 1955, a caxiense Eunice Maria Soares de Sousa, muito precocemente, despede-se deste lado de cá da vida. Foi em João Pessoa (PB), neste 25 de fevereiro de 2021.

Como prova viva de que energia, aguerrimento, alegria, risada forte e farta nada têm a ver com a certidão de nascimento e o passar dos tempos, Eunice Soares, pode-se dizer, com modos, curtia a vida adoidado. Era ela chegar e o clima mudar, o ambiente se ouriçar  —  seus conterrâneos de Caxias e em Caxias são testemunhas oculares  —  e auriculares —  do “jeito Eunice” de ser.

Por outro lado, se lhe mexiam nos calos, ali estava a pequena grande caxiense mostrando as garras, não economizando no que teria a dizer, faca nos dentes, pronta para qualquer embate.

Inteligente, sensível, desenvolvia   —  com discrição — atividades humanitárias na capital paraibana, onde residia.  Para sua reflexão e ação, Eunice destacava três frases:

“A vantagem de ser inteligente, é que podemos fingir que somos imbecis, enquanto que o contrário é impossível”  —  atribuída ao cineasta norte-americano Woody Allen;

“A modéstia é o contrário da arrogância: a primeira encanta, a segunda destrói” (anônimo); e

“Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem”  —  que é parte de uma frase do jornalista e escritor gaúcho Caio Fernando de Abreu (1948—1996), falecido, coincidentemente, em um dia de hoje, 25 de fevereiro, 25 anos atrás.

Eunice (para os íntimos, Nicinha) deixa em luto, dor e tristeza sua família (marido, duas filhas, dois netos) e a grande família de seus amigos e, sobretudo, Conterrâneos caxienses  — estes que ela procurou aninhar em torno de objetivos comuns de memória e curtição, lembranças e festas, histórias e alegrias. Neste sentido, Eunice Soares foi uma das principais responsáveis e agitadora maior para a institucionalização daquele sentimento de grupo: a criação da Velha Guarda Caxiense, em 09 de julho de 2009, segundo anotações dela, e o Bloco Amigos da Velha Guarda, em 09 de janeiro de 2016.

Pelo caudal de energia que nela fluía e dela transbordava, todos achávamos que Eunice iria se recuperar sadia e rapidamente da intervenção cirúrgica a que se submetera, com êxito, mas que depois apresentou intercorrências que, contra toda expectativa médica inicial, contra todos os desejos, os terços e orações, as correntes de energia e fé feitas repetidamente, diariamente, em dia e hora certos  —  nada disso foi suficiente para restabelecer a saúde da energética e energizada caxiense. Uma comprovação do quanto nós humanos tão pouco sabemos, tão minúsculo somos ante o imensurável e incognoscível para nós que são as razões do Alto, do Superior, do Divino. Aqui embaixo fazemos um giro; lá em Cima, é feito um jirau… Como está em uma das muitas traduções e adaptações da frase de William Shakespeare, na célebre “Hamlet”:

“Há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”…

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Em 13 de janeiro passado, ante notícias de evolução positiva na recuperação de Eunice, e em meio às muitas manifestações de Conterrâneos em espaços sociais digitais, escrevi:

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“O nome dela [Eunice] é mais que um nome  — é um presságio. Dos bons.

“Eunice” é palavra de origem grega, em que “Eu-” significa “bom”, “bravo”, e “-nice” quer dizer “vitória”, “triunfo”. Não é sem razão que aquela famosa marca esportiva escolheu o nome “Nike”, pois é assim que se escreve na língua dos helenos.

“Eunice”, portanto, é “boa vitória”, “bom triunfo”. E é o que está acontecendo com a caxiense Eunice Maria Soares de Sousa, que, pelas notícias mais recentes, já se recupera de intervenção cirúrgica que inspirou cuidados e que preocupou os amigos e conhecidos dela, e especialmente a família, as duas filhas , os dois netos.

Eunice recupera-se, está “acordada e lúcida”. Encontra-se em UTI para observação, além do fato de que a UTI, sem fatalismos, é, de verdade, o local mais adequado e incontestavelmente o mais seguro para um paciente estar  —  ali se tem acompanhamento completo a todo instante, qualquer pio das máquinas, qualquer luzinha nos monitores, enfim, o que piar ou piscar prontamente aparece um médico ou outro profissional de saúde abalizado, que formam a equipe 24 horas de uteístas ou intensivistas. Portanto, repita-se e aprendamos: UTI não é palavrão nem antessala de cemitério: é lugar para detectarem-se prontamente quaisquer anomalias e fazerem-se as intervenções necessárias. Claro, depois de vencido esse tempo, evolui-se para o apartamento e dali para a alta.

Conterrâneos caxienses somaram-se esta noite em solidariedade e fé, contrição e oração. E o poder da fé, da oração  —  confirmado até mesmo pela zelosa Ciência — foi “brindado” com a notícia da evolução positiva de Eunice Maria.”

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Essas eram as esperanças, a torcida… Lamentavelmente, não se confirmaram…

Amiga de grandes nomes das Forças Armadas e da República brasileira, Eunice também tinha bom trânsito entre os mais humildes, em especial os que devem ser destinatários da bondade humana, da oração com obras, da fé que faz, como nos trabalhos humanitários que ela desenvolvia em João Pessoa.

Aqui e acolá, Eunice ligava para mim. Os assuntos situavam-se em pontos extremos: ou eram temas nacionais, os momentos pelos quais passam nosso País, ou eram “coisas e loisas” municipais, da nossa terra, Caxias. Eunice não era do tipo de gente que fica borboleteando acerca de causas, nomes, ações. Ela tinha lado, posição. Era lé com lé, cré com cré.

Dois meses e quinze dias atrás, em 10 de dezembro de 2020, Eunice, eu e outras nove pessoas fomos homenageados pela Prefeitura Municipal de Caxias, por intermédio da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (SEMECT). Tratava-se da Comenda Ubirajara Fidalgo, honraria que tem o nome do intimorato caxiense Ubirajara Fidalgo da Silva, nascido na zona rural de nosso município em 1949 e falecido no Rio de Janeiro (RJ) em 1986, considerado o primeiro dramaturgo negro do Brasil, criador do Teatro Profissional do Negro, escritor de diversas peças teatrais, encenadas por ele, sua esposa Alzira e também por atores estreantes e de renome em todo o País.

Antes do dia da solenidade, Eunice ligou-me. Queria saber que assuntos tocar, que coisas dizer no ato, caso ela fosse convidada a fazer um pronunciamento. Fiz contatos com os organizadores do evento, que informaram que não haveria discursos, exceto alguns, já previstos. Razões de tempo e segurança sanitária ante a pandemia recomendavam contenção. A solenidade foi transmitida ao vivo pela Internet. Eunice pediu-me que sentasse ao lado dela e tivemos boas conversas e ela riu muito. Como sempre parecia nela, estava feliz.

A vida plena e com saúde não quis retornar ao corpo da caxiense que leva no próprio nome a marca de quem luta e bem vence  — Eunice.

Se os Céus precisam de mais guerreiros, então há uma vaga a menos.

Eunice chegou. Sua principal arma: a alegria.