Pequeno horizonte…

O último líder político caxiense a ter participação expressiva numa eleição estadual no Maranhão foi Humberto Coutinho. Depois dele, todos os demais foram atores coadjuvantes no processo.

A disputa de 2022 já está começando e não se vislumbra ninguém com cacife eleitoral para se posicionar na mesma com destaque. Mas os sinais da decadência regional se mostram dentro do próprio município. A cidade está inerte, amorfa, quando o assunto é política. Nem o prefeito Fábio Gentil, inconteste na superioridade aos adversários locais, nem outra figura local se destaca para além dos baixos muros da região. 

Não há hoje ninguém capaz de criar uma agitação política de peso dentro e fora dos limites territoriais da Princesa do Sertão. O atual conjunto político caxiense só tem mesmo uma mínima expressividade tupiniquim, que serve apenas ao consumo interno de suas limitações. Assim, dessa maneira, como imaginar que em 2022 alguém de Caxias terá participação de destaque no pleito estadual?…

Olhando-se o passado da cidade, tempo no qual sobravam lideranças que faziam a diferença no centro do poder em São Luís, hoje o nosso horizonte é pequeno e quase sem possibilidades. Grande pena (Editorial da coluna Caxias em Off da edição de sexta-feira passada (20/08) do Jornal Pequeno).