Morre o jornalista Luiz Pedro…

Vítima de enfarte, faleceu, na madrugada desta quarta-feira (2/06), em São Luís, aos 67 anos, o jornalista Luiz Pedro de Oliveira e Silva.

Ex-deputado estadual e chefe de gabinete do governo Jackson Lago, Luiz Pedro estava internado no Hospital UDI desde o último domingo, quando sofreu o enfarte em sua residência. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Pedro ultimamente integrava a equipe de debates do programa O Analista, da TV Guará, com os colegas Felipe Klamt e Geraldo Iensen.

O velório de Luiz Pedro acontece na sala 2 da Pax União da Rua Oswaldo Cruz, em São Luís (O Informante/JP).

Lançado o livro ‘Othelino: um herói da imprensa livre’…

O livro ‘Othelino: um herói da imprensa livre’ – biografia de Othelino Nova Alves (1911-1967), jornalista maranhense assassinado em São Luís no dia 30 de setembro de 1967 – foi lançado ontem (15/12), às 18h, no Hall do Plenário Nagib Haickel, na Assembleia Legislativa do Maranhão.

A obra, de autoria do jornalista Manoel Santos Neto, que conta com prefácio escrito pelo poeta Cunha Santos, é um livro-reportagem de 250 páginas, dividido em 28 capítulos. O livro foi idealizado por Othelino Filho, jornalista cearense, nascido em Sobral, que aos 17 anos de idade veio para o Maranhão com o firme propósito de entender a razão do assassinato de seu pai em São Luís.

Saga de seu pai

No ano de 2008, Othelino Filho fez uma visita ao Jornal Pequeno, onde solicitou ao jornalista Manoel Santos Neto que o ajudasse a escrever um livro sobre a atribulada saga de seu pai.

Othelino Filho adoeceu e, pouco antes de falecer, disse que um dos grandes sonhos de sua vida era a publicação do livro biográfico de seu pai. O jornalista Manoel Santos Neto, de pronto, firmou esse compromisso com ele. E, para escrever o livro, teve de valer-se de acuradas pesquisas nos acervos do Arquivo Público do Estado e da Biblioteca Benedito Leite.

O autor realizou também entrevistas com figuras que conviveram com o personagem central do livro, recolhendo testemunhos e depoimentos de Milson Coutinho, Elói Cutrim, Jersan Araújo, Aldir Dantas, Luís Vasconcelos, Haroldo Silva, Sálvio Dino, Nauro Machado, Ademário Cavalcante, José Ribamar Rocha Gomes (Gojoba) e outros entrevistados.

Após mais de 12 anos de pesquisa, iniciada em 2008, o jornalista Manoel Santos Neto conseguiu reunir as condições para agora lançar ‘Othelino: um herói da imprensa livre’, primeiro volume de uma série de 12 livros-reportagem intitulada ‘Valha-me Deus! Notícias que não publiquei’.

O personagem biografado:

Othelino Nova Alves nasceu no dia 15 de outubro de 1911, no bairro da Jordoa, em São Luís. Como jornalista, advogado e ativista político, marcou uma época no Maranhão. Conta-se que ele, mais passional que a maioria de seus contemporâneos, trazia em si um temperamento político evidente e não suficientemente realizado. 

Além de dirigente da Federação Nacional dos Jornalistas e da Associação Brasileira de Imprensa, foi fundador e presidente do PTN (Partido Trabalhista Nacional). Sonhava ser um representante do povo do Maranhão na Assembleia Legislativa do Estado. 

Mas a personalidade forte do crítico, com uma visão pessoal, frequentemente restritiva, levou-o a assumir posição marcadamente polêmica em face de inúmeros episódios ocorridos em seu redor nos tempos de sua juventude e maturidade. 

No cenário político e jornalístico, ficaram as marcas inapagáveis de seu desempenho profissional, pela brilhante e aguerrida atuação em relevantes cargos na área da comunicação e como cronista e redator em diversos periódicos e jornais da capital maranhense.

Ao iniciar sua militância como homem de jornal, Othelino, com a personalidade forte de um crítico implacável, logo se inclinou por um tom combativo, que decorria de suas virtualidades políticas. 
E logo passou a escrever contra as injustiças e desigualdades sociais que dominavam o Maranhão daqueles tempos.

Duas frentes

Ao longo de sua carreira profissional, Othelino abriu duas frentes de combate, com todo o vigor de que seria capaz: uma, como cronista, escrevendo regularmente na imprensa em tom polêmico; outra, mais ampla, mais profunda, como jornalista profissional e estudioso do Direito.

Para escrever seus artigos e suas reportagens, contava, já, com um perfeito instrumento de expressão – o estilo direto, objetivo, essencialmente factual, que despojava de excessos vulgares o texto de jornal. E assim foi um dos grandes cronistas do Jornal Pequeno, de seu amigo Ribamar Bogéa. 

Mas Othelino, diga-se de passagem, não era um amigo fácil. Afirmativo, dizia em voz alta o que pensava. Sabia discordar. Ou melhor: não sabia. Porque obedecia, na hora da discordância, aos seus impulsos de sinceridade veemente. 
Daí resultava que, para ser mesmo seu amigo, era necessário que houvesse uma afinidade ostensiva, notadamente no plano político. 

E foi assim que ele travou, em São Luís, uma dura luta contra os poderosos de então. E foi assim que ele, aos 55 anos de idade, foi barbaramente assassinado, no dia 30 de setembro de 1967. Após a sua morte, erigiu-se um busto no local em que tombou atingido por disparos de uma arma de fogo, no cruzamento da Rua de Nazaré com a Praça João Lisboa.

Advogado 

Othelino foi advogado de todos os partidos trabalhistas que se organizaram no Brasil. Paradoxalmente, na ditadura Vargas, ele desapareceu certo dia e, só meses depois, foi encontrado, pele e osso, no porão de uma das celas da ditadura, onde foi acerbamente torturado. 

Ao defender as liberdades, os humildes e oprimidos, sofreu inúmeras agressões também fora do Estado do Maranhão, como no Ceará, Pará, Piauí e Amazonas, onde um ex-governador teria sido o autor intelectual do atentado. No Ceará, foi um senador da República. No Maranhão, as elites que não concordavam com as denúncias que fazia sobre a corrupção, com a pena desassombrada.

Othelino usou a praça e os tribunais para defender os humildes e acusar os poderosos que, na calada da noite, usavam de maquinações as mais espúrias, autoritarismo, prepotência e truculência muito comuns naquela época.

Sobre o autor:

Manoel Santos Neto, maranhense de São Luís, nasceu a 23 de julho de 1963. É jornalista profissional, bacharel em Comunicação Social pela UFMA, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM). Trabalhou como repórter e redator de diversos periódicos, entre os quais o Jornal de Hoje, Diário do Norte, O Debate, Jornal Carajás e Atos e Fatos.

Foi chefe de Reportagem e editor de Política do jornal O Estado do Maranhão, onde trabalhou de maio de 1988 a janeiro de 2001, e integrou a equipe fundadora do jornal Folha do Maranhão. Participou da equipe de redatores do Suplemento Cultural & Literário Guesa Errante, editado pelo Jornal Pequeno sob a coordenação de Josilda Bogéa e Alberico Carneiro.

Manoel Santos Neto lançou em Brasília, na Câmara dos Deputados, no dia 13 de maio de 2004, o seu livro O negro no Maranhão – A escravidão, a liberdade e a construção da cidadania. 

No final de 2004, conquistou o primeiro lugar no XXVIII Concurso Literário e Artístico ‘Cidade de São Luís’, com o livro ‘Os jornais do Império e o cativeiro no Maranhão’. É também autor do livro ‘João Francisco dos Santos – Uma lição de vida’, e co-autor do livro ‘Chagas em pessoa’, redigido em parceria com o jornalista Félix Alberto Lima, lançado em janeiro de 2005.  Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), Manoel Santos Neto, em outubro de 2015, foi o grande vencedor do 36º Concurso Literário Cidade de São Luís, na categoria Jornalismo Literário, por conta de seu livro ‘A ressurreição do padre’, que versa sobre a vida e a obra do saudoso padre João Mohana (1925-1995)… Com edição, matéria Assembleia do MA.

Preso pela PF, Tony Trindade é o principal alvo da ‘Operação Acesso Negado’…

Polícia Federal prendeu o jornalista Tony Trindade na manhã desta terça-feira (18), em sua residência, localizada na zona sul de Teresina. Ele é o principal alvo da “Operação Acesso Negado”, deflagrada hoje. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido no sítio do jornalista, na cidade de Monsenhor Gil.

Tony Trindade é acusado de atrapalhar investigações da Operação Delivery, ação da PF que apura desvio de recursos públicos do Fundeb destinados à Prefeitura de União, que tem como gestor o prefeito Paulo Henrique.

Preventiva

A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Leonardo Tavares Saraiva, da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, com base na Lei 12.850, de 2 de agosto de 2013, que define as organizações criminosas e dispõe sobre a investigação criminal. O jornalista é acusado de embaraçar as investigações. A pena para o crime é a de reclusão, de 3 a 8 anos, e multa.

Atuação

Atualmente o jornalista Tony Trindade é o âncora dos programas Alerta Geral e Tribuna Piauí, transmitidos pela Band Piauí. Ele também é proprietário da produtora TP Propaganda, que atua no ramo publicitário e dono do Vertigo Restaurante.

Experiente, Tony iniciou a carreira jornalística aos 16 anos e, desde então, teve passagens por diversos meios de comunicação do Estado.

Operação Acesso Negado

Tony Trindade foi alvo de mandados de prisão preventiva e busca e apreensão. Além dele, um escritório de advocacia, que não teve o nome revelado, também foi alvo de busca dos agentes da Polícia Federal na manhã de hoje.

Desdobramento da Operação Delivery

De acordo com a PF, durante a Operação Delivery foram identificados atos escusos relacionados a encontros obscuros com agentes públicos com o objetivo de obter informações sigilosas, acesso indevido a processo judicial sigiloso, convergência e manipulação de versões, atos intimidatórios no sentido de frustrar a investigação policial, dentre outros fatos.

O objetivo do cumprimento das medidas judiciais é colher elementos materiais de prova e que identifiquem terceiros responsáveis por fornecer indevidamente informações de caráter sigiloso.

Os investigados poderão responder, na medida de suas culpabilidades, pelo crime de embaraço a investigação policial de crime praticado por organização criminosa (art. 2º, §1º da lei 12.850/13) cuja pena pode chegar a 8 anos de reclusão.

O nome da operação faz referência à conduta daqueles que obtém acesso ilegal a informações resguardadas pelo sigilo.

Operação Delivery

A Operação Delivery, deflagrada no dia dia 12 de maio, cumpriu 5 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão, em decorrência de uma investigação que apurou desvio de recursos públicos da Educação, destinados ao município de União, administrado pelo prefeito Paulo Henrique. Ao todo, cinco pessoas foram presas, dentre elas empresários, agentes públicos municipais e um vereador, todos investigadas por crimes de corrupção, peculato e fraudes licitatórias.

Livros

De acordo com o inquérito policial, a Secretaria de Educação de União teria adquirido livros escolares em quantidade maior que o número de alunos do município, utilizando verbas do FUNDEB para a contratação de empresas fictícias de Fortaleza/CE, responsáveis pelo fornecimento fraudulento do material didático.

Análises da CGU apontam que os contratos superfaturados utilizados para obtenção do dinheiro apreendido geraram ao FUNDEB prejuízo mínimo de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais)… Com informações do GP1.

Liberdade de imprensa: jornalistas discutem profissão em meio à pandemia…

Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Jornalistas brasileiros participaram, neste domingo (03/05), do painel virtual “Pandemia e o papel da imprensa”, promovido pelo Instituto de Direito Público (IDP) e transmitido pelo canal da instituição no YouTube.

A mesa redonda teve entre os convidados Flávia Lima, ombudsman da Folha de S.Paulo; Cristiano Romero, colunista e editor-executivo do Valor Econômico; Guilherme Amado, colunista de Época e CBN; Lilian Tahan, diretora-executiva do Metrópoles; e Christina Lemos, repórter especial da Record.

A mediação do seminário virtual foi conduzida pelos professores Ney Bello, que é desembargador federal, e Rodrigo Mudrovitsch, além da comunicadora Gisela Mendonça, da Torre Comunicação e Estratégia.

Durante o evento, que se estendeu por quase quatro horas, os presentes debateram, entre outros temas, sobre fake news, democracia, liberdade de imprensa e de expressão e os desafios da profissão em tempos de crise mundial.

O painel foi aberto pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia. Ela defendeu a liberdade da imprensa e repudiou as agressões sofridas por jornalistas durante cobertura de manifestação em favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), neste domingo.

Jornalistas são agredidos com chutes e murros em ato pró-Bolsonaro. Vídeo

A ministra afirmou que quem ataca um jornalista ataca a democracia e “quem quer silêncio não quer democracia”. Cármen Lúcia defendeu o combate às fake news e ao uso de robôs para disseminar notícias falsas.

O também ministro do STF Gilmar Mendes fez uma participação durante a aula magna da ministra Cármen Lúcia e reforçou o sentimento de repúdio à agressão contra os jornalistas em atividade justamente no dia em que se comemora a liberdade de imprensa.

“Também de se lamentar estes episódios. A agressão a cada jornalista é agressão à liberdade de expressão e agressão à própria democracia e tem que ser claramente repudiado”, pontuou Gilmar Mendes.

Em um dos momentos de mediação, o professor e desembargador federal Ney Bello questionou a ministra Carmen Lúcia se existia limite para a imprensa, dentro de um estado democrático, no processo de desconstruir publicamente, ou ajudar a desconstruir, alguma posição ou pessoa.

“Qual seria o limite, em um estado democrático, e como trafegar com isto, com a possibilidade de desconstruir ou de ajudar a desconstruir alguma posição, ou o outro, a partir da imprensa? Como isso pode ser tratado?”, questionou Ney Bello.

“Sou a favor de ser livre e não fazer restrições à liberdade de imprensa. Começa hoje com o discurso de que é para não permitir que não haja desconstrução e aí não tem mais limite. Depois que se põe uma cunha nisso, eu sempre acho que fica fácil, ou, pelo menos, fica facilitado algum caminho para ir se cavando espaços nos quais não se admite a plena liberdade de atuação”, respondeu Cármen Lúcia.

E enfatizou: “Não é possível que alguém, por que pensa diferente, por que não pensa aquilo que o outro, que detém o poder público ou privado, não possa se expor, se opor. Aquele que contraria o espaço de liberdade do outro, contraria a democracia”.

Os desafios do jornalismo em meio à crise

A ombudsman da Folha de S.Paulo, Flávia Lima, afirmou que um dos indicadores da importância do jornalismo profissional no ambiente da crise mundial é o aumento expressivo da audiência experimentado por empresas de comunicação.

“Nunca se buscou tanta informação e informação de qualidade. Mas o papel da imprensa não mudou, continua sendo oferecer à população informação checada e rechecada, que explique ao leitor o que é esta doença, os riscos e os efeitos sociais e econômicos que a pandemia pode trazer e as estratégias das autoridades públicas em relação à crise”, disse Flávia Lima.

Lilian Tahan, diretora-executiva do Metrópoles, afirmou que o papel do jornalismo dentro ou fora do contexto de uma pandemia sempre será o de apurar os fatos, checar as informações, ouvir o contraditório e publicar tudo o que for relevante.

Mas a profissional pontua que a importância dos veículos em tempos de pandemia cresce na medida em que o serviço prestado por jornalistas profissionais interfere diretamente na qualidade vida das pessoas.

“Quando um veículo reporta, por exemplo, tragédias como um acidente de avião, um tsunami, um terremoto, vai mostrar aquele cenário de terra arrasada, procurar entender o que houve, cobrar respostas das autoridades. Mas esta atuação não vai mudar a realidade das pessoas que se foram. Numa tragédia dinâmica como esta que estamos enfrentando, os veículos que prestam serviço podem fazer a diferença na quantidade de pessoas que vão sobreviver”, afirmou Lilian Tahan.

Colunista e editor-executivo do jornal Valor Econômico, Cristiano Romero acrescentou que o contexto da pandemia reascendeu para a sociedade a importância do jornalismo profissional. Romero fez uma análise sobre as dificuldades por que passam as empresas de comunicação em meio à crise de saúde.

“Justamente no momento em que a gente vive uma espécie de tempestade perfeita no nosso setor, que a internet definitivamente abalou de forma absurda e estrutural os jornais e revistas, que perderam receita e já não têm como sobreviver com seus atuais planos de negócios, é que a gente ganha tanta importância, porque as pessoas precisam o tempo estarem bem informadas sobre a pandemia”, disse Romero.

Entre as participantes do debate, estava a repórter especial da TV Record Christina Lemos. A profissional comentou a disseminação das notícias falsas pelo WhatsApp e as agressões físicas sofridas por profissionais de imprensa neste domingo. Para Christina, as duas frentes são passíveis de reações institucionais. “Para tudo isso tem lei. Para tudo isso tem que haver uma reação. Não basta repúdio. É preciso reagir institucionalmente. Os agressores são identificáveis, você tem a fotografia dessas pessoas. As fake news são rastreáveis. É preciso reagir”, declarou.

Guilherme Amado, que é colunista da Revista Época e da CBN e também integra a diretoria da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), lembrou que a pandemia está expondo como existe “um choque muito grande entre o jornalismo, a informação de qualidade e a criação de uma narrativa falsa, com objetivos políticos”:

“Nós, jornalistas, mais do que nunca, somos importantes e temos o nosso trabalho reconhecido por muita gente. Reputo isso a uma consciência da necessidade de consumo do que a gente coloca na rua: informação. Essa capacidade que só o bom jornalista tem de se aprofundar nos fatos e mostrar os diversos lados, as diversas nuances, de apertar a ciência sobre a precisão de um assunto, numa crise sanitária é fundamental”, salientou Amado… Com informações do Metrópoles.

Morre o jornalista e radialista Roberto Fernandes… Ele contraiu a Covid-19…

Foto Mirante

Oficializada a morte do jornalista e radialista Roberto Fernandes. Ele estava internado no Hospital UDI, em São Luís, há dias, após a constatação de uma pneumonia, mas, em seguida, foi diagnosticado com a Covid-19…

Orações

…Durante toda a tarde, amigos, familiares, parceiros de jornalismo e radialismo se irmanaram em orações, rogando para que ele reagisse e não se confirmasse a sua morte… Mas a morte veio…

O profissional

…Roberto Fernandes tinha 61 anos, natural de Vitória de Santo Antão, município localizado em Pernambuco. Ele era formado em jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e teve passagens pela Rádio São Luís AM, TV Brasil e Rádio Educadora AM…

O profissional II

…Há 20 anos comandava o programa Ponto Final, na Rádio Mirante AM, e também era apresentador do quadro de política do Bom Dia Mirante.

Justiça de Brasília rejeita denúncia contra o jornalista Glenn Greenwald…

(Foto: Reprodução/TV Cultura)

O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, rejeitou denúncia do Ministério Público Federal contra o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept, e aceitou contra seis pessoas acusadas de envolvimento no episódio da invasão de celulares de autoridades, entre as quais o ministro da Justiça, Sergio Moro, e de procuradores da Lava-Jato.

De acordo com o magistrado, no caso do jornalista, a denúncia não foi aceita, “por hora”, em razão da liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe Glenn de ser investigado em razão do sigilo da fonte. Viraram réus Walter Delgatti Neto, Gustavo Elias Santos, Thiago Eliezer Martins, Danilo Cristiano, Suelen Priscila e Luiz Henrique Molição.

A eles foram imputados diversos crimes, como invasão de dispositivo eletrônico e organização criminosa. Eles têm 10 dias para apresentar defesa e se manifestarem sobre a denúncia que foi aceita. 

Na decisão, Ricardo Leite afirma que a defesa de Glenn pediu a apresentação de defesa prévia. O pedido foi negado pelo magistrado, que não descarta aceitar a denúncia contra ele no futuro. “Caso haja o recebimento da denúncia, haverá a oportunidade de se exercer o contraditório e a ampla defesa em sede de resposta à acusação com possibilidade de absolvição sumária”, escreve Leite.

Para o magistrado, em um diálogo com Luiz Molição, Glenn teria “instigado” que ele apagasse algumas mensagens, o que caracterizaria participação moral no crime. “Neste ponto, entendo que há clara tentativa de obstar o trabalho de apuração do ilícito, não sendo possível utilizar a prerrogativa de sigilo da fonte para criar uma excludente de ilicitude”, afirmou… Confira em CB.

Morre em Recife o jornalista Nagib Jorge Neto…

nagib jorge neto era natural de pedreiras, no maranhão/foto: reprodução/internet

O jornalista e escritor Nagib Jorge Neto, ex-preso político e autor de “Onde está meu filho?” — sobre o desaparecimento de Fernando Santa Cruz, durante a ditadura militar — do romance “A Fantasia da Redenção” e “A Literatura em Pernambuco”, entre outras obras, morreu na manhã deste domingo no Recife, aos 83 anos, vítima de câncer. Ele deixa a mulher Eunice Sobral.

Nagib começou a vida profissional como repórter em São Luís, na Rádio Timbira, em 1958. E atuava na área desde 1956, ano em que – juntamente com Brandão Monteiro, jornalista, advogado, ex-deputado federal e secretário de Estado no Rio – redigia, editava e vendia o jornal “Tribuna Estudantil”. 

Em 1959 entra no “Jornal do Dia”, colabora com o “Jornal Pequeno”, o “Tribuna Estudantil”, órgão da União Maranhense dos Estudantes Secundários, que presidiu entre 1958 e 1959. Entre 1961 e 1963 assume a Secretaria de Redação do “Jornal do Povo”, de propriedade do jornalista Neiva Moreira e dirigido pelo poeta Bandeira Tribuzzi. 

Nessa fase foi presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito e Secretário Geral da UME, entidade universitária. No Golpe de 64, com o “Jornal do Povo” fechado, deixa São Luís e passa a integrar, com ajuda do poeta Lago Burnett, a equipe do “Jornal do Brasil”, na sucursal do Recife. Então decide ficar na capital pernambucana e passa a atuar no JB como repórter, chefe de Redação e subchefe da Sucursal Nordeste. 

Nessa época, também colabora com as revistas “Realidade” e “Veja”, “Jornal da Tarde”, “Jornal do Commercio” e Jornal da Semana, do qual foi editor chefe. 

Em 1968, com o texto “O Progresso Do Nordeste e A Difícil Vez De José”, publicado no JB e no “Jornal do Commercio”, ganha o Prêmio Esso Nacional de Informação Econômica. 

Como jornalista, publicou os livros “Longe do País dos Sonhos” (reportagens, histórias, 1981); “Que Zorra, Camarada!” (textos políticos, 1991) e participou da elaboração do livro “Onde Está Meu Filho?” (1982), fazendo o texto final do trabalho que enfoca o desaparecimento de Fernando Santa Cruz e Eduardo Collier. 

Ainda nessa área publicou “Elogio da Resistência” (CEPE, 2001), na coleção “Perfil Parlamentar, Século XX”, da Assembleia Legislativa de Pernambuco. O trabalho evoca as ideias e lutas do advogado, escritor, político e militante comunista Paulo Cavalcanti. 

Na área de ficção publicou “O Presidente de Esporas”, “As Três Princesas Perderam o Encanto na Boca da Noite”, e “O Cordeiro Zomba do Lobo”, todos de contos. Em 2002 publica “A Fantasia da Redenção”, romance, e em 2003 o trabalho “A Literatura em Pernambuco”, na coleção “Ícones Pernambucanos”, da Assembleia Legislativa, revista e ampliada entre 2007/2009.

Nagib Jorge Neto era tio do editor deste blog e grande exemplo de honestidade e caráter em nossa família. Sua morte repercutiu em praticamente todos os meios de comunicação de Pernambuco e em muitos sites de referência no Brasil… Do blog do Sabá.

Jornalista consegue habeas corpus preventivo para não ser preso no Piauí…

arimatéia azevedo…

O jornalista Arimatéia Azevedo, colunista do Portal AZ de Teresina, no Piauí, está munido de Habeas Corpus Preventivo para não ser preso em eventual decisão do juiz da 8ª Vara Criminal de Teresina. O pedido de prisão preventiva contra Arimatéia Azevedo foi feito pelo desembargador Erivan José Lopes, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Piaui.

O desembargador ingressou na Justiça com ação por crime contra a honra, por conta de matérias jornalísticas publicadas por Arimatéia. Até já ocorreu a audiência de instrução do caso, mas vai ser refeita, remarcada para março, porque a defesa do desembargador denunciou falhas no sistema de som do tribunal. O jornalista pede perícia no sistema.

Arimatéia Azevedo e parte da mídia piauiense, publicaram notícias sobre a denúncia do promotor da cidade de Luís Correia, Galeno Aristóteles, sobre suposto envolvimento do desembargador Erivan Lopes com a grilarem de terras no litoral. Galeno divulgou áudios e textos de conversas do magistrado com pessoas supostamente envolvidas no que o promotor denominou ‘organização criminosa’, entre eles Manoel Barbosa, titular do cartório da cidade.

Concomitantemente à ação que move contra o jornalista Arimatéia Azevedo, o desembargador Erivan, sentindo-se incomodado com as publicações, conseguiu uma liminar junto ao juiz da 8ª Vara Criminal para proibir o jornalista de citar o seu nome. Semana passada, os advogados de Erivan pediram a prisão preventiva de Arimatéia Azevedo.

A defesa do jornalista se antecipou à decisão do juiz e ingressou com Habeas Corpus preventivo no Tribunal do Piauí e conseguiu o chamado Salvo-Conduto, que impede Azevedo de ser preso.

Arimatéia Azevedo insiste que não pode ser responsabilizado criminalmente por seus textos, que somente relatam fatos públicos, e que também foram objeto de comentários em outros portais e órgãos da imprensa. Para ele, Erivan se defende procurando calar a imprensa do Piauí.

O primeiro e único profissional da imprensa piauiense a denunciar o crime organizado no Piauí nos anos 80, que resultou na prisão do chefe da organização criminosa, o coronel PM Correia Lima e seu bando, o jornalista Arimatéia Azevedo coleciona mais de uma centena de processos por denúncia de supostas ilegalidades cometidas principalmente por agentes públicos… Com informações do Blog do Sabá.