Twitter bloqueia definitivamente a conta de Trump…

O Twitter bloqueou, hoje (8/1), definitivamente, a conta do presidente norte-americano, Donald Trump, “devido ao risco de mais incitação à violência”. Ele foi acusado de descumprir as regras da empresa.

A plataforma explicou o seguinte: “No contexto de eventos horríveis nesta semana, deixamos claro na quarta-feira que violações adicionais das regras do Twitter potencialmente resultariam nesta ação”.

E prossegue: “Há anos deixamos claro que contas de líderes políticos não estão acima de nossas regras e o Twitter não pode ser usado para incitar a violência”. A conta de Trump tem 88,7 milhões de seguidores.

Sob intensa pressão, Trump pede arrego e ataca invasores…

Sob intensa pressão, o presidente norte-americano Donald Trump foi ao Twitter condenar a invasão do Capitólio e pediu a união entre os americanos para enfrentar o coronavírus e a reconstrução econômica.

Em tom completamente diferente do adotado para incentivar seus apoiadores a ir até a sede do Congresso, Trump disse que está concentrado em fazer uma transição tranquila para o sucessor, Joe Biden, no próximo dia 20 de janeiro.

O presidente dos EUA recuou do nível beligerante de seu discurso horas após a presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, clamar pelo afastamento imediato do presidente, alegando que ele está inapto para o cargo após ter incitado a multidão que invadiu o Capitólio na quarta.

Agora, Donald disse que os manifestantes que invadiram o Capitólio na tentativa de evitar a confirmação da vitória do democrata Biden estavam errados: “A América é e sempre será a terra da lei e da ordem. Os manifestantes que invadiram o Capitólio desafiaram a democracia americana. Aos que se envolveram em ato de violência e destruição, vocês não representam nosso país. E àqueles que descumpriram a lei, vocês irão pagar”.

Jair Bolsonaro reconhece vitória de Joe Biden…

Carolina Antunes/PR

O presidente Jair Bolsonaro reconheceu agora há pouco (15/12) a vitória de Joe Biden na eleição presidencial americana.

O reconhecimento se deu durante entrevista à TV Band, no programa Brasil Urgente. Bolsonaro disse que os dois países vão fazer um “trabalho de cada vez mais aproximação”. “Alguns minutos antes de entrar no ar eu já dei um ‘start’ para o nosso ministro [das Relações Exteriores] Ernesto Araújo, para ele fazer essa comunicação nossa, nas redes oficiais do governo. Depois, nas minhas redes particulares. Posso te mandar agora aqui, desligando o telefone, qual foi a mensagem que eu mandei para o presidente Biden. Da minha parte, e da parte dele com toda certeza, o americano é pragmático, nós vamos fazer um trabalho de cada vez mais aproximação”, realçou Jair Bolsonaro.

Joe Biden oficializado presidente dos EUA…

O Colégio Eleitoral dos Estados Unidos confirmou agora há pouco (14/12) a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais do país. A posse do democrata já está prevista para ocorrer em 20 de janeiro.

Biden superou os 270 votos, ultrapassando a metade do total de 538 delegados, pouco antes das 19h30 desta segunda, quando os 55 delegados da Califórnia votaram de forma unânime a seu favor.

Pelo resultado parcial, Biden obteve 302 votos no Colégio Eleitoral e Trump 232. Em número de votos, ao todo, foram 81,3 milhões para o democrata e 74,3 milhões para o republicano.

A decisão de hoje é mais uma derrota na tentativa do atual presidente Donald Trump de cancelar o resultado das urnas. Ele acusou, sem provas, que as eleições do país haviam sido uma fraude e chegou a contestar o resultado em alguns estados onde foi derrotado pelo adversário.

Rito constitucional

De acordo com o rito constitucional, os delegados se reúnem para depositar nas urnas seus votos para presidente. Depois, as cédulas seguem para Washington, onde serão somadas apenas em 6 de janeiro.

Na data, durante uma sessão do Congresso norte americano, o presidente do Senado e vice-presidente, Mike Pence, deve proclamar oficialmente o nome do novo presidente americano e da vice-presidente, Kamala Harris.

Brasil

A confirmação do êxito de Biden pelos delegados tende a repercutir no Brasil.

Aliado de Trump e descolado de outras lideranças mundiais, o presidente Jair Bolsonaro ainda não cumprimentou o democrata e, a interlocutores, disse que só viria a fazê-lo após a votação no Colégio Eleitoral… Com informações da Agência Estado.

Aprovada pela Câmara dos EUA a descriminalização da maconha…

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou a descriminalização da maconha no país.  Agora o texto segue para o Senado.

É uma decisão histórica, pois é a primeira vez que a Câmara norte-americana vota para remover a Cannabis da Lei Federal de Substâncias Controladas.

A legislação também inclui disposições para impulsionar o empreendedorismo no negócio legal da maconha.

Legalização em 15 estados

Nos EUA, 15 estados já legalizaram a Cannabis: Arizona, Montana, Nova Jersey e Dakota do Sul fizeram isso apenas durante as eleições de 2020. Além disso, 33 estados autorizaram a substância para uso medicinal.

Na quarta-feira passada (2/12), a Comissão de Drogas Narcóticas das Nações Unidas já havia aprovado a reclassificação da maconha e da resina derivada da Cannabis para um patamar que inclui substâncias consideradas menos perigosas.

Kamala Harris em vídeo para Biden: “Nós conseguimos, Joe”

A vice-presidente eleita dos Estados Unidos, Kamala Harris, estava correndo em uma área de campo quando foi informada da vitória da chapa dela com Joe Biden.  A informação é da CNN americana.

Em sua conta no Twitter, a senadora postou um vídeo do momento em que, exultante, ela liga para o presidente eleito: “Nós conseguimos, nós conseguimos, Joe. Você será o novo presidente dos Estados Unidos”, diz ela, antes de soltar uma gargalhada.

Veja o vídeo:

Biden é o 46º presidente dos Estados Unidos…

A espera foi longa e tensa, mas agora Donald Trump (Republicanos) não tem mais como bater o adversário Joe Biden (Democratas), que atingiu o número de 284 delegados. Apenas 270 já seriam suficientes para o mesmo adentrar a Casa Branca.

No caso, Joe Biden venceu tanto em votos populares, recorde na história norte-americana, como em número de delegados no país.

A vitória é extraoficial, pois o próprio Biden disse que iria esperar a contagem final dos votos.

Bolsonaro muda tom para se descolar de Trump…

AFP/Evaristo Sá

Depois de reiteradas declarações de apoio à reeleição do presidente Donald Trump nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro adotou o tom de derrota do candidato republicano e parece conformado com a provável eleição de Joe Biden à Casa Branca. Mesmo aconselhado por assessores a aguardar a confirmação oficial das urnas para se manifestar, o chefe do Executivo deu a entender que o Palácio do Planalto não deve se opor ao diálogo com o democrata e que pode romper com a linha ideológica que vinha adotando com o governo de Trump.

Ontem, durante cerimônia em Florianópolis, que marcou a formatura de 650 novos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Bolsonaro disse que “Trump não é a pessoa mais importante do mundo”. Ele comentou que “o momento do Brasil ainda é difícil” e que acompanha a política internacional porque “temos nossas preferências, e o que acontece lá fora interessa para cada um de nós aqui dentro”.

“Assim sendo, em certos momentos, somente uma coisa nos encoraja e nos fortalece: é Deus sempre acima de tudo. Eu não sou a pessoa mais importante do Brasil, assim como Trump não é a pessoa mais importante do mundo, como ele bem mesmo disse. A pessoa mais importante é Deus. A humildade tem de se fazer presente entre nós”, afirmou.

Alheio a Trump

Foi a primeira vez, desde a época da sua campanha para o Planalto, que Bolsonaro demonstrou um comportamento alheio a Trump. De 2018 para cá, o presidente se revelou um aliado inquestionável do norte-americano e fez de tudo para a política externa brasileira se acomodar aos ideais conservadores do republicano, marcados, principalmente, por uma postura protecionista que fez os Estados Unidos priorizarem medidas unilaterais. Ao tentar repetir isso, Bolsonaro acabou isolando o Brasil de organismos multilaterais e criando conflitos que mancharam a imagem do país perante a comunidade internacional.

Agora, ciente de que não pode perder o relacionamento institucional com a maior potência do mundo só por causa de uma eventual derrota de Trump, ele tenta sinalizar que está disposto a esquecer o seu principal aliado internacional para iniciar uma conversa com Biden, que, caso eleito, promete fazer de tudo para tirar Bolsonaro da “zona de conforto” que criou com o republicano.

“O principal impacto para a política brasileira, caso Biden vença, é que o presidente Bolsonaro vai ter de realinhar a sua política externa. E esse realinhamento significa dizer que ele não terá mais Trump para ser uma espécie de apoiador e referencial. A vitória do democrata vai gerar a necessidade de Bolsonaro mudar alguns elementos de discurso”, analisou o especialista em relações internacionais Creomar de Souza, fundador da Consultoria Política Dharma.

Descolar do histórico

Para Günther Richter Mros, professor de relações internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), será importante que Bolsonaro tente se descolar do histórico com Trump para não comprometer as relações governamentais com uma possível administração Biden. “Caso o ‘trumpismo’ continue existindo dentro do governo, a relação do Brasil com os Estados Unidos vai ficar cada vez mais desgastada. Então, Bolsonaro terá de dar cada vez menos voz para a ala ideológica da sua gestão. Será fundamental que ele não alimente as narrativas de Trump, caso contrário, certamente, o governo brasileiro sofrerá reprimendas”, alertou… Com edição, CB.

Está chegando ao fim a complicada eleição norte-americana…

Com 84% dos votos apurados, até a madrugada de hoje (6/11), no estado de Nevada, Joe Biden (Democratas) tinha 49,4% contra 48,5% de Donald Trump (Republicanos).

Já na Pensilvânia, com 90% dos votos apurados, Trump tinha 49,6% e Biden 49,2%.

Desses dois estados, tanto de Nevada quanto da Pensilvânia, depende o resultado para se saber quem será de fato o novo presidente dos Estados Unidos.

Mas ainda sobra o estado da Geórgia, uma espécie de entremeio eleitoral que também pode ser decisivo na acirrada disputa norte-americana: Trump aparece com 49,4% e Biden com 49,4%!

Estados Unidos: sai o narciso e entra o contido?…

Acima, essa seria a nova imagem da nação americana, com o rosto do novo presidente dos Estados Unidos.

No caso, sairia da parede oficial da Casa Branca a foto de Donald Trump (Republicanos), uma figura de quatro anos de cartões postais mundiais polêmicos, para a fixação da de Joe Biden (Democratas), um homem que parece contido nos excessos do narcisismo humano.