Reclamação geral: conta de água dá grande susto em consumidores do Saae de Caxias…

Consumidores caxienses tomaram um grande susto ao receber as contas de água do Saae este mês. O aumento na tarifa, aprovado à surdina no mês de dezembro do ano passado pela Câmara Municipal de Caxias (reveja aqui), ultrapassou, e muito, os 12% previstos no projeto enviado ao Legislativo pelo prefeito Fábio Gentil.

Numa época de aperto e de agrura financeira, quando os cidadãos brasileiros e caxienses passam por todo tipo de privações econômicas na luta para sustentar minimamente suas famílias, eis que o poder municipal ‘presenteia’ os chefes e chefas dos lares locais com essa indigesta cobrança.

Haja vista a lerdeza do Ministério Público e da Defensoria Pública maranhenses, é o caso de se perguntar, por exemplo, por onde anda a Subseção da OAB/Caxias, eleita recentemente com a promessa de envidar esforços na áspera correnteza da briga pela justiça social?

Confira abaixo três vídeos relatando a angústia dos consumidores da Princesa do Sertão:

1% dos mais ricos detém 38% de toda a riqueza produzida no mundo…

Desde 1995, os 50% mais pobres capturam apenas 2% do montante. Hoje, 520 mil bilionários, que fazem parte do 0,01% mais rico, concentra 11%.

crédito: observatório do terceiro setor

Agência O Globo

A pandemia da Covid-19 serviu para intensificar um fenômeno que ocorre há décadas: a concentração de riqueza no mundo. Desde 1995, o 1% mais rico capturou 38% da riqueza global produzida no período, enquanto o os 50% mais pobres ficaram com apenas 2% desse montante.

Hoje, um seleto grupo de 520 mil bilionários, que fazem parte do 0,01% mais rico, detém 11% da riqueza global. Esse número correspondia a 7% em 1995.

É o que mostra o último relatório “Desigualdade Mundial”, divulgado nesta terça-feira e produzido pelo laboratório de mesmo nome que tem o francês Thomas Pikkety (autor do best-seller “O capitalismo no século XXI”) como um dos seus coordenadores.

Os números do relatório são calculados com base na paridade do poder de compra. É nada mais que uma métrica que compara as moedas de diferentes países por meio de um índice que mensura o poder de compra.

O cálculo considera a quantidade de recursos necessários para adquirir um conjunto de bens e serviços em um país, que pode ser comparada com a de outros.

O principal autor do relatório e coeditor do laboratório, Lucas Chancel, destaca que a riqueza dos bilionários globais cresceu US$ 3,7 trilhões em 2020, quantia próxima ao montante de gasto público global com saúde no mesmo período, que foi de US$ 4 trilhões.

— Essa polarização no mundo não é algo novo. O que aconteceu durante a crise da Covid-19 é a exacerbação desse padrão que observamos desde o início dos anos 90. Há variações entre as regiões do mundo. Mas a parte mais pobre, um lado significativo da população em cada região, sistematicamente tem menos de 5% da riqueza — destaca Chancel.

Por riqueza, entende-se um recurso econômico que foi acumulado ao longo do tempo.

Ela surge tanto da acumulação de capital – que pode estar na forma de imóveis, ações e dinheiro – quanto dos efeitos do preço, isto é a valorização ou desvalorização, desses ativos.

E uma vez que a riqueza é uma fonte importante de ganhos econômicos futuros, além de poder e influência, a atual realidade é um presságio de aumento na desigualdade futura se nada for feito.

E essa desigualdade está presente em todos os continentes. A parcela de riqueza capturada pelos 10% do topo é sempre superior ou próxima aos 70%.

Na América Latina, os 10% do topo da pirâmide detêm 77% da riqueza total das famílias, muito superior a 1% capturado pelos 50% da base.

A comparação fica ainda mais clara quando se divide a riqueza média dos 10% do topo pela riqueza média dos 50% da base.

Na Europa, região menos desigual, os 10% mais ricos possuem cerca de 66 vezes a riqueza dos mais pobres, enquanto nas regiões mais desiguais esse número passa dos 100.

Olhando novamente para a América Latina, a riqueza média dos 10% mais ricos é 630 vezes superior a dos 50% mais pobres.

Os autores projetam que, em caso de manutenção das taxas de desigualdade de riqueza vistas nas últimas décadas, no ano de 2070, o 0,1% mais rico irá capturar mais de um quarto da riqueza global e, no final do século, essa parcela será maior do que os 40%.

E quando o critério de análise passa a ser a renda, o cenário não é muito diferente. Os 10% mais ricos possuem cerca de 52% da renda global, enquanto os 50% da base correspondem por 8% dela.

Na prática, isso quer dizer que os mais pobres ganham apenas €2,800, o equivalente a US$ 3,920 por ano. Já os 10% mais têm em suas mãos €87,200, correspondentes a US$ 122,100 por ano. Esse valor é quase cinco vezes maior que a média global.

A renda média do 1% mais rico é 144 vezes maior que a renda média do 50% mais pobres.

Por renda, entende-se o valor que os indivíduos recebem em seus contracheques, quando têm um, antes da cobrança de impostos e já contando os valores de pensão e aposentadorias.

Se dividirmos a renda média dos 10% mais ricos com os 50% da base, assim como fizemos com as taxas de riqueza, vemos que as regiões do norte da África e Oriente Médio, África Subsaariana e América Latina estão entre as mais desiguais.

Na América Latina, os 50% da base ganham 27 vezes menos do que os 10% do topo. Já no Brasil, os 50% da base têm renda média 29 vezes menor do que os 10% do topo.

Para Chancel, países que possuem sistemas de proteção social bem estabelecidos conseguiram conter a pobreza durante a crise da Covid-19, como ocorreu na Europa Ocidental.

— Políticas públicas importam. Políticas têm sido efetivas para atacar a pobreza e a desigualdade no passado e nós observamos um impacto positivo durante a crise da Covid-19 em certos países. Desigualdade e pobreza são escolhas políticas ao invés de restrições econômicas. Intervenção governamental é chave para atacar desigualdade e quando olhamos para diferentes regiões do mundo, algumas estão fazendo isso melhor que outras e isso é evidente quando olhamos para renda — disse.

No relatório, os autores destacam que um fenômeno que se tem visto em termos de desigualdade é a redução da desigualdade de renda entre os países, mas o aumento dela no interior dos países.

Outro ponto que chama atenção é o empobrecimento dos governos. Segundo o relatório, nos últimos 40 anos, os países tornaram-se mais ricos, mas a parcela da riqueza pública vem diminuindo enquanto a do setor privado cresce.

Essa tendência foi intensificada pela pandemia, quando muitos governos contrataram débitos para financiar programas de auxílio e aumentaram sua dívida.

Chancel destaca que essa é uma questão que os governos terão de enfrentar no futuro próximo.

— O que os governos fizeram durante a crise da Covid-19 foi jogar para baixo do tapete quem vai pagar a conta e agora essa questão está aberta para as sociedades. As gerações mais jovens vão pagar esse débito no futuro? A inflação vai contribuir para pagar esse débito?  — questiona.

No recorte por gênero, o cenário de desigualdade persiste. A participação das mulheres na renda do trabalho global pouco avançou da década de 1990 até hoje. Esse percentual se aproximava de 30% em 1990 e agora é de menos de 35%.

Os motivos da discrepância entre a participação de homens e mulheres já são conhecidos. Em geral, elas gastam mais tempo em atividades de trabalho não remunerado e, mesmo quando conseguem entrar no mercado formal, possuem rendimentos salariais menores.

O cenário vem mudando, ainda que a passos bem lentos. Um recorte que inclui Brasil, Costa Rica, Espanha, França e Estados Unidos mostra que em todos esses países ocorre um crescimento das mulheres no topo de suas distribuições salariais desde a década de 1990.

No Brasil, o percentual de mulheres brasileiras entre o grupo dos 10% mais bem assalariados cresceu de 24% em 1996 para cerca de 36% em 2018%.

Quando se olha o 1% dos mais bem assalariados, a participação das mulheres é menor, o que indica que ainda há um teto que não foi superado por elas. Vale destacar que a representação de mulheres no 1% aumentou mais rapidamente no Brasil e na Espanha do que nos Estados Unidos.

Chancel destaca que o estudo fornece sinalizações sobre o caminho que a desigualdade global vem trilhando, além de oferecer sugestões para os governos lidarem com esse cenário, que foi intensificado pela pandemia.

— Um mundo desigual e com sociedades mais desiguais tem mais dificuldades para enfrentar situações como a crise da Covid-19. Há vários benefícios para se mover para uma sociedade mais igual e um deles é estar em uma melhor posição para enfrentar os desafios do século XXI — disse.

Uma alternativa econômica para Caxias

*Antônio Augusto Ribeiro Brandão é Economista                                                                           

Não se trata de saudosismo nem de ficar preso ao passado, mas de ser realista: todos sabem que, guardadas as devidas proporções, Caxias já foi muito mais próspera do que é na atualidade, quando não passava de 25 mil habitantes.

Teve o seu apogeu até a década de 50 com as indústrias têxteis; seu comércio diversificado refletia bem essa fase e a agricultura, estimulada pela organização de associações e de cooperativas, conseguia fixar melhor o homem ao campo.

Depois, nos anos 60, abrigou um razoável setor oleaginoso que esmagava a amêndoa do babaçu e exportava o óleo e seus derivados para o sul do país, inclusive para o exterior; nessa época, chegou a sediar projetos de industrialização financiados pela SUDENE, alguns superdimensionados para o mercado de então, outros de menor tamanho, todos descontinuados.

Caxias deve ter hoje uma população total de mais de 150 mil pessoas das quais a maioria vive no setor urbano, e o fenômeno dessa urbanização exerce uma dramática pressão sobre habitação – com sacrifício do patrimônio histórico – saúde, saneamento básico e, como não poderia deixar de ser, emprego.

Outro dado importante e que chama atenção é a população economicamente ativa – aquela que está voltada para o mercado de trabalho -; a população ocupada – aquela que está empregada – deve ser ainda menor supondo-se alguma taxa de desemprego, certamente agravada pela pandemia, a julgar pela intensa atividade informal na cidade.

As principais fontes de recursos de Caxias são decorrentes das transferências dos governos federal e estadual, FPM e ICMS, além dos recursos do SUS e do FUNDEB, também alguns frutos de convênios e de emendas ao orçamento da União.

Em Caxias predomina o setor terciário: comércio, bancos, escolas, universidade, profissionais liberais; esse setor absorveria grande parte da população economicamente ativa e é certo que deveria existir em complemento às parcas atividades industriais, o turismo, por exemplo.

Assim, fica fácil perceber o por que das desigualdades sociais e da baixa renda per capita. Para enfrentar essa realidade, torna-se indispensável que a Prefeitura possa ter uma receita própria, de impostos e taxas, capaz de custear a máquina administrativa; contando com a compreensão e apoio da população não necessitaria aumentar impostos, apenas a sua base contributiva mediante ação fiscal.

As políticas públicas definidas para Caxias, há um certo tempo, consideravam a realidade de sua população visivelmente mal distribuída nos setores da economia; enfatizava a educação profissionalizante dos seus jovens visando uma entrada mais rápida no mercado de trabalho; apoiava o ensino universitário; criava incentivos para atração de investimentos privados às suas diversas atividades vocacionais.

O planejamento dessas ações pelos poderes públicos precisa contar com a participação dos empresários, da comunidade universitária, dos clubes de serviço, das Academias de Letras, dos intelectuais, da Igreja e das diversas entidades de classe; adotar a “agregação de atividades afins”, que privilegia mercados, produtos, empresas, fornecedores e a base econômica do município.

É certo que os caxienses de boa cepa apoiarão ações dessa natureza.

Ford anuncia fim da produção de veículos no Brasil…

Crédito: Folha Uol

Após 67 anos, a montadora norte-americana de veículos Ford, que começou a produzir veículos no Brasil em 1953, anunciou que vai encerrar a produção de carros no país.

Hoje, segunda-feira (11/1), a empresa justificou o encerramento da produção pelas baixas vendas em 2020.

No Brasil, a empresa ainda tem fábricas em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE). Todas fecharão as portas em 2021.

Conta de luz mais cara a partir de amanhã…

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reativou as bandeiras tarifárias e estabeleceu a vermelha 2 para dezembro. Assim, serão cobrados R$ 6,24 a mais a cada 100km/h consumidos.

“A diretoria da Aneel resolve reativar a sistemática de acionamento das bandeiras a partir de 1º de dezembro de 2020 e operará no país a bandeira vermelha patamar 2”, declarou o diretor-geral da Aneel, André Pepitone.

Portanto, a Aneel quebrou a promessa de manter as contas de luz em bandeira verde, sem custos adicionais ao consumidor, até o final de dezembro.

A justificativa do relator da proposta, Efrain Pereira da Cruz, é a de que o despacho de maio foi revogado porque o Brasil voltou aos patamares de consumo anteriores ao início da pandemia de covid-19.

Clientes de bar se revoltam com cobrança de ‘taxa covid-19’…

Clientes se revoltam com a cobrança de um bar da taxa ‘covid-19’. O caso aconteceu em Dublin, capital da Irlanda, em uma rede da Mulligans, da Sandymount.

Dividiu opiniões

De acordo com o jornal Irish Post, a cobrança dividiu opiniões, com uns clientes a favor e outros contra… A taxa corresponde ao valor de 2 euros a mais, o equivalente a R$ 12,50.

A favor e contra

Uns diziam: “Não sou a favor. A lógica disso é brutal”… Outros: “Vocês têm ideia de como a covid afetou a vida dos funcionários? Têm ideia de como eles estão trabalhando duro para manter o bar mais seguro?”

Petrobras anuncia redução do preço da gasolina nas refinarias…

A Petrobrás vai reduzir em 4% o preço da gasolina nas refinarias a partir de amanhã (31/7). A estatal afirmou que o preço do diesel não sofrerá reajuste.

A política de ajuste de preços da Petrobras não muda de imediato o valor pago pelo consumidor nos postos de combustíveis. O valor do litro na ponta depende de impostos estaduais e federais, além da margem de distribuição e revenda.

Dia 17 junho passado houve o último reajuste da Petrobras, quando na ocasião a empresa aumentou em 6% o preço do litro do diesel e em 4% o da gasolina. Do início do ano de 2020 para cá, a empresa já mexeu na tabela de preços do diesel dezesseis vezes. Na gasolina foram 21 ajustes até o momento.

Lobo-guará na nota de R$ 200,00…

O Banco Central informou nesta quarta-feira (29/07) que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento da cédula de R$ 200,00, que terá como personagem o lobo-guará.

A previsão é que a mesma comece a circular no fim de agosto, após a impressão de 450 milhões das cédulas de R$ 200,00.

De acordo com o banco, o lobo-guará foi escolhido por se tratar de um animal em risco de extinção. Ele é um animal típico do Cerrado. Além de no Brasil, pode ser encontrado em regiões da Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru e Uruguai.

Campanha

O BC fará uma campanha com o objetivo de educar a população para ficar atenta aos elementos de segurança: “A nota terá elementos robustos o bastante e capaz de protegê-la de falsificações”, disse a diretora de administração do BC, Carolina De Assis Barros, durante coletiva hoje à tarde.

O custo do BC seria de R$ 113,4 milhões para a impressão de 450 milhões de cédulas de R$ 200 (no valor total de R$ 90 bilhões) e de 170 milhões de cédulas de R$ 100.

Em circulação

Há hoje seis tipos de cédulas em circulação: R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100. Neste mês, o governo teve um gasto extra de R$ 437 milhões para impressão de cédulas, foram impressos R$ 100 bilhões adicionais em dinheiro de papel.

Segundo a área econômica, a crise do novo coronavírus teria sido um dos motivos para o aumento da procura. A covid-19 levou as pessoas a “entesourarem” recursos em casa, guardando reserva em cédulas.

Além disso, haveria a demanda do pagamento do auxílio emergencial, estimado em mais de R$ 160 bilhões, considerando as cinco parcelas aprovadas. Boa parte dos beneficiários, sobretudo os de menor renda, preferiu sacar o benefício em espécie.

Sob pressão, governo libera demais setores da economia…

Apesar do aumento considerável no número de casos, foram mais 45 infectados em menos de 24 horas em Caxias, o prefeito Fábio Gentil (Republicanos) prossegue na sua política de relaxamento no isolamento social e na aposta da ‘imunidade de rebanho’.

Demais setores

Hoje mesmo foram liberados todos os demais setores econômicos em atividade, à exceção de bares…

Pressão

No caso, o prefeito Fábio Gentil não se ampara em informações científicas para liberar geral, e sim na pressão exercida por empresários e lojistas, como se verifica no comunicado acima do CDL.

Ninguém respeita mais

A exceção dos bares, porém, é só mesmo para constar, pois ninguém mais está respeitando norma nenhuma de restrição social na Princesa do Sertão.