Paulo Marinho diz que foco da matéria do site foi errado, pois não poderia “negar o que não existe”…

Em nota ao editor da página, Paulo Marinho diz que o foco da matéria do site foi errado, pois não poderia “negar o que não existe”. Reveja matéria aqui e confira abaixo a reclamação de PM:

“Jotônio, como.bom jornalista que você é, o foco da matéria não seria eu “negar”.  Não estou negando nada. Não posso negar o que não existe. A matéria maldosa devia relatar o fato de terem entrado contra a pessoa errada. Como entrar com uma ação desse tipo sem juntar o documento de propriedade do imóvel? Entraram errado e já estou buscando a reparação por isso, ademais trata-se de denunciação caluniosa, mas aí serão outros quinhentos… Aguarde. O Procurador no mínimo ou usou de má fé com objetivo político ou precisa estudar mais…”.

À Justiça, Paulo Marinho nega ser dono da propriedade onde foi construído açude e diz que a mesma pertence ao filho e vice-prefeito Paulo Marinho Júnior…

Sob essa alegação, Paulo Marinho pede a extinção do processo, sem resolução do mérito.

Em resposta à juíza Marcela Lobo, da 3ª Vara Criminal de Caxias MA, que determinou a demolição da barragem (abertura gradual) construída dentro da área do ‘Bosque das Inhumas’, o ex-prefeito Paulo Marinho alega que a propriedade pertenceria ao filho e vice-prefeito de Caxias, Paulo Marinho Júnior, e não a ele, o peticionário alvo da decisão da magistrada. Por isso, pede a extinção do processo, sem resolução do mérito.

No caso, quem denunciou à Justiça a construção da barragem, que seria responsável pelo polêmico alagamento de um trecho da Avenida Carmosina Coutinho (reveja matérias anteriores sobre o caso), foi a Procuradoria do Município de Caxias.

Explicita Paulo Marinho em sua defesa que teria havido “denunciação caluniosa,  vez que instaurar e/ou propor Agente Público ou Administrativo Ação Judicial com acusações falsas contra quem não é parte legitima na demanda ou proprietário da área sob questão configura-se ilícito penal, razão pela qual de logo se pede o encaminhamento de cópia dos autos ao Ministério Público. No caso especifico resta evidenciado também abuso de poder público e político, vez que o Senhor Procurador Geral do Município, e o senhor Prefeito Municipal de Caxias, são cientes, inclusive por conhecerem a área do Bosque das Inhumas”.

Paulo Marinho também acusa a empresa Amorim Coutinho de responsável pelo alagamento e “fluxo de água decorrente da drenagem do Loteamento Cidade Jardim, associado ao aterramento do brejo e do açude que existiam às margens da avenida”.

Juíza manda ex-prefeito Paulo Marinho demolir barragem construída em sua propriedade…

Em despacho de ontem (5/1/22), a juíza Marcela Lobo, da 3ª Vara Criminal de Caxias, mandou o ex-prefeito de Caxias Paulo Celso Fonseca Marinho ‘demolir’ a barragem (abertura gradual) construída em sua propriedade e responsável pelo alagamento de um trecho da Avenida Carmosina Coutinho, via que dá acesso ao conjunto Vila Paraíso, em Caxias MA.

O alagamento da área tem dificultado a passagem de veículos e dos moradores do lugar e gerado grande confusão desde a manhã de anteontem (reveja aqui).

Além disso, há o temor de que as paredes do açude se rompam devido às fortes chuvas que têm caído na região e as águas invadam a pequena Vila São José, localizada um pouco mais abaixo na área urbana da Princesa do Sertão maranhense.

A ação foi protocolada na Justiça pelo Município de Caxias, que argumentou sobre o risco iminente de rompimento da barragem.

Decisão da juíza

Em sua decisão, Marcela Lobo determina a Paulo Marinho “(…) que realize a abertura gradual da barragem construída na sua propriedade, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, no intuito de escoar água represada na avenida que liga a Rodovia BR-316 ao residencial Vila Paraíso, em Caxias/MA, sob pena de multa diária no valor de R$ 1.000,00 (um mil reais), sem prejuízo de sua responsabilização por crime de desobediência , nos termos do art. 536 e seguintes do CPC”.

Frisa ainda a magistrada que “(…) não sendo realizada a desativação da barragem no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, autorizo o Município de Caxias que ingresse na propriedade do Requerido de modo a realizar os procedimentos necessários à liberação do fluxo de água, autorizada, inclusive, a demolição de eventuais obstáculos, na forma do artigo 536, §1º do CPC. Dada a urgência excepcional da medida e a situação de risco imposta à municipalidade, autorizo, transcorrido o prazo acima mencionado – 48hs, que o município proceda à desativação da barragem independente de prévia intimação do requerido”.

Reveja o vídeo do alagamento:

Em Caxias, alagamento de avenida causa transtornos e dificulta passagem de moradores da Vila Paraíso…

O alagamento de um trecho da Avenida Carmosina Coutinho, via que dá acesso ao conjunto Vila Paraíso, em Caxias MA, dificulta a passagem de veículos e dos moradores do lugar. O transtorno tem gerado confusão desde a manhã de hoje.

Integrantes da comunidade da Vila Paraíso dizem que a causa do alagamento teria sido a construção de um açude dentro de um terreno que fica próximo ao local da enchente.

A informação mais recente é que o Ministério Público do Maranhão foi acionado e que o mesmo já estaria investigando o caso.

O temor é que as paredes do açude citado acima se rompam devido às fortes chuvas que têm caído na região e as águas invadam uma outra pequena vila de moradores, localizada um pouco mais abaixo na área urbana da Princesa do Sertão maranhense.

Assista ao vídeo:

Enxurrada leva faixa inteira de rodovia e impede completamente o trânsito no local…

A cena é impressionante no vídeo acima…

Devasta e engole

…A enxurrada simplesmente devasta e engole por inteira a parte da rodovia de quem viria ou vai…

Trânsito interrompido

…Dessa forma, não haveria mais como pessoas ou veículos transitarem no local! …

Checar

…OBS: Pelo adiantado da hora, não deu para checar o local exato onde teria ocorrido a enxurrada acima…

Com as chuvas, os mesmos velhos medos e os problemas de todo ano em Caxias…

the fear (homage to francisco goya) (corneliu baba, 1987)

Chegam as chuvas e com elas o receio de que famílias que moram nas chamadas áreas de risco em Caxias sofram consequências mais sérias, pois são muitas as pessoas nessa condição, principalmente em lugares próximos ao rio Itapecuru, riachos e encostas de morros da região…

Velhos casarões

…Além disso, na área histórica da Princesa do Sertão os velhos casarões também são outro desafio para a Defesa Civil. Em ruínas, esses prédios são propositalmente abandonados pelos proprietários, que torcem para que eles venham logo ao chão e, assim, possam vender o que restaria das áreas pelo valor mais alto do mercado…

enchentes caxias-ma/foto: g1-globo
imagem ilustrativa

Vagas lembranças

…Hoje, as construções em declínio apenas remetem a vagas lembranças do que foi Caxias no século passado. E poucos são os que as olham como um bem imaterial que conta uma história para o presente. A ânsia dos especuladores imobiliários só mira a localização privilegiada e estratégica delas…

Perigo

Dessa maneira, se por um lado há a angústia dos moradores das áreas de risco, por outro, no centro da Princesa do Sertão, o perigo de desabamentos de prédios é também constante para os pedestres que circulam na parte central da cidade…

centro de cultura/caxias-ma/sílvio cunha
imagem ilustrativa

Mesma história

…Mas esse, na verdade, é um relato que se repete a cada começo de ano e que, no geral, faz-se mais rezas para que nada aconteça de grave do que ações efetivas de prevenção… Em síntese, é uma mesma história que se conta anualmente.